As Duas Faces do Amor

Em uma pequena cidade do Canadá chamada Stanford, havia uma garota que era considerada a menina mais bela que qualquer olho humano já vira. Pele clara, tão clara que poderia ser confundida com um diamante; olhos verdes reluzentes, como a cor clara do mar da pequena cidade e longos e encaracolados cabelos de uma cor mais clara que castanho.

Essa garota se chamava Mellany, Mel para os mais íntimos. Mel estava completando seus quinze anos neste dia, ela realizaria o sonho de qualquer garota nessa idade, teria o melhor Baile de Debutantes que alguém já sonhara em ter.

Estava tudo planejado e a garota estava mais que animada quando ouviu o chamado do pai indicando que em duas horas tudo estaria pronto.

Assim foi feito, cinco minutos antes das sete da noite, desceu pela grande escada uma garota magnífica, sobre seu vestido branco de cetim e sapatos cor de creme de salto fino. Os cabelos estavam presos em um coque bem feito, o rosto era coberto por uma fina maquiagem e nas unhas, um esmalte leve na cor rosa bebê.

Os olhares de todos na festa curvaram-se diante da linda menina. Os rapazes a olhavam com paixão e as moças com inveja. Mellany adorava aquilo. Adorava ser sempre o centro das atenções dos olhos de quem a vê. Adorava ouvir os cochichos de gente que estava sempre admirando a sua beleza.

Mel sonhava com um futuro magnífico: glamour, revistas e fama. Eram os únicos lugares onde ela via que a sua beleza podia ser realmente aproveitada. Nunca havia tido um namorado, era sempre exigente demais. Achava que todos os rapazes da sua cidadezinha não eram dignos de pertencerem ao seu coração. Dizia-se superior demais aos rapazes solteiros, mas ela era honesta e compreensiva demais para querer tomar os rapazes mais belos e comprometidos de suas mulheres.

Dito e feito, a festa fora a melhor que já houvera em muitos em Stanford. Todos comentavam da comida, da decoração e é claro, da própria debutante.

Havia chegado à hora que todos mais aguardavam a hora que Mellany escolheria seu primeiro e único namorado. Já que, na sua tradição, na tradição da cidade, quando moça completava quinze anos, ela deveria escolher um noivo na noite em que ela debutava.

A garota rodeou todo o salão à procura de alguém, mas nunca se achava satisfeita. Até que um garoto apareceu, parecia ser muito pobre, já que suas roupas não eram nem tão chiques e nem tão adequadas, quando comparadas às roupas dos outros homens daquela festa. Os cabelos do menino eram bagunçados e ele portava uma bandeja na mão, o que indicava que ele era um dos garçons daquela imensa festa.

–– Permita-me escolher o meu amado – balbuciou Mellany. –– Quero o de branco, o de branco e dourado que está carregando uma bandeja na mão.

–– Mas ele é o empregado! – ralhou a mãe da debutante, indignada. Mãe esta que se orgulhava muito da beleza da filha para deixar que ela se casasse com alguém que não possuía fortuna alguma.

Não importa! – gritou Mel.

Mellany Santiago Bittencourt, escolha outro. Que tal o Conde de Nova Fontina? Ele é um rapaz jovem, saudável e com boas condições de vida. Ou talvez o Fazendeiro Quitelutu. Ele é rico, bonito e forte. – Bradou o Conde Fernandes, pai de Mellany. –– Qualquer um, menos o empregados. Nós o encontramos hoje, ele estava procurando emprego, como pode…?

Eu o quero, pai, eu sinto que é um amor verdadeiro.

O garoto que a debutante se referia encontrava-se imóvel, era tudo muito assustador para ele.

Diga-nos rapaz, como devemos chamá-lo? Perguntou Mellany.

Maurício. Respondeu o jovem encabulado.

Ora! Tenha a dignidade de ao menos curvar-se diante da mais bela moça do Canadá! – ordenou o pai de Mellany.

Muito envergonhado, Maurício curvou-se diante de Mel.

–– NÃO É NECESSÁRIA TAL ATITUDE! – Gritou a garota. –– O meu pai está exagerando, por Deus, levante-se!

Não sei o que fazer… Não sei o que pensar… – Balbuciou o rapaz ao perceber que todos os olhares do baile estavam recaídos sobre ele.

–– Então não pense Maurício, você é o meu escolhido. Diga apenas que me quer e seremos eternamente felizes.

–– EU TE PROÍBO MELLANY SANTIGO BITTENCOURT! – Gritou Maria Luíza, mãe de Mellany.

–– NÃO IMPORTA! Perdoe-me minha mãe, mas eu o amo, eu o quero.

–– Ora essa, por Deus Mellany, você acabou de conhecê-lo, ele é um simples garçom, não sabemos de que família ele é… – Vociferou Maria Luíza.

–– Marque o casamento para daqui a duas semanas; você me aceita Maurício? – Mel perguntou ignorando sua mãe.

–– Seria uma honra para mim, senhorita, eu que sou um garoto simples e humilde, nessa cidade cheia de fazendeiros bem sucedidos. Sinto-me importante defronte a tal decisão. – O garoto curvou-se para Mel, em um gesto de cortesia.

Mellany correu na direção do rapaz, levantou-o e sussurrou em seu ouvido:

–– Não faça isso nunca mais.

Então estava decidido. Haveria um casamento na cidadezinha, em duas semanas. Todos que estavam no baile foram convidados. Porém, muitos rapazes que estavam na festa recusaram o convite, pois se sentiram demasiado humilhados por um simples e pobre garçom ter sido escolhido dentre todos eles, que eram condes, jovens donos de fazendas, empresários, etc.

Dias haviam se passado e o casal de noivos estava cada vez mais apaixonado, cada dia amando-se mais. Maurício havia herdado uma antiga mina de diamantes de seu falecido avô e já havia contratado fieis trabalhadores para encontrarem riquezas na velha mina.

–– O seu casamento é amanhã. Comentou Maria Luíza.

–– Agradeço muito pela compreensão da senhora, mãe, gosto muito de ver que já está aceitastes o meu amor por Maurício.

–– Ora Mellany, você é minha filha e sempre lhe apoiarei!

Estava tudo pronto para o grande dia. O Conde Fernandes havia cuidado dos convidados e Maria Luíza encarregara-se da decoração e de todo o resto.

Quando à hora mais esperada na Igreja de Stanford chegou, a música suave começou a ser tocada através das leves melodias de um piano. Todos os convidados ali presentes levantaram-se e viraram-se para ver a noiva entrar. Mellany estava magnífica! Um longo vestido branco com véu e grinalda fazia parte de sua vestimenta. Sapatos de cristal com salto fino e os cabelos levemente cacheados completava o visual da noiva e dava aos espectadores uma das mais esplêndidas visões que eles teriam em toda vida. Ao lado de Mellany, o Conde Fernandes estava muito bem vestido e ostentava um largo sorriso no rosto.

No altar, Maurício estava sorridente e qualquer um percebia o quanto os seus olhos (que também eram verdes) brilhavam ao ver sua amada aproximando-se.

–– Cuide da minha pequena. Foi tudo o que Maurício ouviu do sogro antes da cerimônia começar.

Maurício nunca havia visto nada de mais lindo na vida, nunca havia pensado que alguma mulher poderia ser tão linda quanto a sua futura esposa era. E ele sabia muito bem que era sortudo demais por ter aquela mulher.

Depois do casamento de Maurício e Mellany a cidade teve outra surpresa: um bebê estava a caminho dentro de seio da Família Bittencourt. O casal estava se perguntando como seria o bebê e qual seria o seu sexo.

–– Diga-me, meu amor, qual quer que seja o nosso bebê: menino ou menina?

–– Não importa, essa criança será amada de qualquer jeito.

–– Se for menino, chamar-se-á Leandro. Mas se for menina, será Alexandra.

Os dois sempre tinham essa conversa.

No exato dia em que faziam um ano de casamento, Mel estava entrando em trabalho de parto. Ela estava sendo levada em uma maca para um quarto da obstetrícia.

–– Estamos a caminho, meu amor, o fruto do nosso amor está vindo ao mundo. – Dizia Maurício antes de chegar ao quarto onde sua mulher daria a luz.

–– Estamos prontos para o parto. – Disse uma enfermeira que estava com uma seringa na mão, pronta para anestesiar a paciente.

–– Diga a verdade, querido, que criança você quer? Qual o sexo? – Perguntou Mellany antes de ser anestesiada.

–– Eu quero alguém frágil, lindo e doce, como você. – Foi tudo o que Mellany disse antes de adormecer.

Duas horas haviam se passado, até que a garota acordou muito fraca. Tudo o que ela conseguia ver era o marido e a enfermeira carregando um bebê.

–– Ela acordou doutor! – Alguém gritou.

–– Não a force a falar demais, meu jovem, ela está muito fraca, pois perdeu muito sangue. – Alertou o doutor a Maurício.

–– Tudo bem, doutor, mas ela ficará bem… – Não é mesmo?!

–– Todos nós esperamos que sim, contudo… – Não temos certeza.

–– O que está acontecendo? – Perguntou a mulher deitada.

–– É uma menina, meu amor. – Disse Maurício.

–– Alexandra… –. Sussurrou Mellany sorrindo.

De repente, alguns sons estranhos invadiram a sala de parto, e vários médicos e enfermeiros se desesperaram.

–– O que houve? – Perguntou o marido da mulher.

–– A taxa está abaixando. – Informou desesperada uma enfermeira.

–– O que está acontecendo meu amor? – Perguntou Mellany ao ver que o esposo chorava demais. ; –– Me deixe segura-la, por favor. Pediu à enfermeira.

Então lá estava uma nova mãe carregando a filha. Chorando de emoção, agora ela sabia que tudo seria diferente.

–– Maurício, eu te amo demais e amo a minha filha. Diga isso a ela por mim.

Essas foram as últimas palavras de Mellany Santiago Bittencourt.

–– NÃO, POR FAVOR, FAÇAM ALGO, ABRAM OS OLHOS DELA, POR FAVOR! – Gritava Maurício.

–– Não há mais nada que possamos fazer meu rapaz, fizemos de tudo. Era a hora dela.

Dois dias haviam se passado e Maurício ainda não havia saído do hospital, ele estava na maternidade, esperando que pudesse levar a sua filha para casa.

–– Aqui está, papai. – Disse uma enfermeira, enquanto entregava a garotinha enrolada numa manta.

O rapaz abriu um pouco a manta e pôde ver o rostinho de sua filha, foi uma emoção muito grande para o homem, porque ele não sabia que alguém poderia ser tão pequeno; que caberia facilmente nos seus braços; que seria tão frágil que qualquer toque poderia deixar uma marquinha roxa. Tão linda e ao mesmo tempo tão doce, ele não sabia que algum ser com menos de um ano de díade poderia ser tão especial como ela era.

Estava quase perto da saída do hospital, quando ele recebeu uma ligação:

–– Maurício, aqui é Fernandes, liguei para avisar-lhe que encontraram muitos diamantes na sua mina.

Então o viúvo de Mellany desligou o celular, saiu do Hospital ao pôr do sol e disse para sua filha, em meio a um sorriso:

–– Vamos para casa, Alexandra!

Autor: Natália Martins

Revisor e Editor: Rogério Santos

Título: Laís Maltez

  1. Não sei o que dizer…a história é muito bonita e tudo…mas…é muito anti-natura, não sei….
    “A menina mais bela que o olho humano já vira…”, o empregado pobre, que ela escolhe (ela que julgava que todos os outros não eram suficientes para ela), o empregado, dias depois de ser escolhido, recebe uma mina de diamantes, o bebé nasce um ano exato depois do casamento……

    • Luciano S.A
    • 11 junho, 2011

    Achei q era uma história de cinderela ,no começo!
    Fiquei com dó do garoto…coitado!!Estava trabalhando e derrepente conhece uma garota de 15 anos e já ia casar!!
    Nem teve tempo de aproveitar a vida!!!
    A hiistoria q parecia quase como um conto de fadas,teve drama,um pouquinho de suspense e um final quase feliz!!!Os diamantes apareceram na hora certa como ESPERANÇA!!!

    • Realmente, isto de se conhecerem e casarem 2 semanas depois….coitados!

      16 anos e já com um bebé nos braços …

    • Luciano S.A
    • 11 junho, 2011

    Vou aproveitar pra Trollar um pouco…
    meu time VASCO DA GAMA É CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL 2011!!!!!!!!!!!!!!!
    Valewwwwwwww!!! \o/
    Libertadores 2012….EU VOU!!!!!!!!!!!!
    ………………………………………………………………………………………………………………………………………..

    Agora, voltamos com a programação normal!😉

    • kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • Vocês têm um time com o nome de um descobridor português????

        • Luciano S.A
        • 11 junho, 2011

        O time é em homenagem ao descobridor portugues mesmo!
        Como diz o hino:

        “Tu tens o nome do heróico português
        Vasco da Gama sua fama assim se fez”

        “…No futebol és um traço,de união Brasil-Portugal”

        Vasco é minha paixão,mê dá mtas alegrias..tantas vezes campeao!!
        Aproveitei só pra registrar o momento!!!😀

  2. Decididamente, Vasco da Gama passou a ser meu time brasileiro preferido!

      • Luciano S.A
      • 13 junho, 2011

      Que maravilhaaaaaaaaaa!!!
      Que belezaaaaaaaaaaaa!!!
      Só noticia ótima ultimamente…
      O blog voltando a ativa…
      Meu Vasco campeao…
      A Cláudia agora é oficialmente a mais nova torcedora do Vasco😀😀😀😀😀😀
      Já é Vascaína campeã!!!!🙂 (nao era a toa q sou seu fã)
      Qndo um dia, eu tiver uma oportunidade de ir ao Portugal,vou fazer questao de t presentear com uma camisa do Vasco!!Será uma honra!! kkkkkkk
      Será mais feliz a tua vida…
      Mtoos beijos pra vc
      Agora tô mtoo mais feliz!!😀

  3. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Não tenho a minima duvida que nesse dia eu serei muito feliz!😉

    • Beijos para você também, Luciano!

    • Luciano S.A
    • 13 junho, 2011

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    É isso aí!!!
    Fica feito aqui a promessa do presente… e ainda a gente se vÊ!😉

  4. Mesmo!😀

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