Todos a bordo… Hogwarts nos espera…

            O lugar em que o mundo de Harry Potter começaria a mudar… Quem não se lembra da primeira vez que o pequeno Harry teve que encontrar a Plataforma nove e meia (que na adaptação cinematográfica ficou conhecida como Plataforma nove três-quartos) e que se não fosse por uma mulher gorda, como Harry descreveu ela a quem mais tarde conheceríamos como Sra. Weasley, nunca saberia como chegar a tal famosa plataforma, pelo menos famosa para os bruxos.

            Então, só para matar um pouco a saudade,

[…] Harry virou o carrinho e encarou a barreira. Parecia muito sólida. Ele começou a andar em direção a ela. As pessoas a caminho das plataformas nove e dez o empurravam. Harry apressou o passo. Ia bater direto no coletor de bilhete e então ia se complicar – curvando-se para o carrinho ele desatou a correr – a barreira estava cada vez mais próxima – não poderia parar – o carrinho estava descontrolado – ele estava a um passo de distância – fechou os olhos se preparando para a colisão… E ela não aconteceu… ele continuou correndo… abriu os olhos. Uma locomotiva vermelha a vapor estava parada à plataforma apinhada de gente. Um letreiro no alto informava Expresso de Hogwarts, 11 horas. Harry olhou para trás e viu um arco de ferro forjado no lugar onde estivera o coletor de bilhetes, com os dizeres Plataforma nove e meia.

Harry Potter e a Pedra Filosofal, página 84.

            Mataram um pouco a saudade? Pois bem, que dia mesmo o nosso eterno Harry tinha que comparecer a Plataforma nove e meia? Isso mesmo, dia Primeiro de Setembro, todos os anos. Um dia especial para todo e qualquer fã de Harry Potter, pois nesse dia a vida de Harry mudava. Nesse dia ele sabia que iria para um lugar que ele mais gostava na face da terra: Hogwarts.

            Então, o que acham de lembrarmos o que aconteceu nesse lugar durante a saga? Vamos lá. Em seu primeiro ano, Harry estava desesperado. Não sabia como chegar à plataforma, e se não fosse por uma família ruiva… Ele nunca conseguiria chegar ao trem. Esse é o primeiro contato de Harry com sua futura família, mesmo ele não sabendo o que aconteceria até se tornar maior de idade, na série bruxa, acontece aos 17 anos.

           No segundo ano de Harry, ele e Rony não conseguem embarcar, lembram-se disso? E ainda lembram o responsável por tal ato? É, o nosso querido Dobby que venho morrer no último capítulo da série. E tudo isso para tentar salvar o Harry de uma ameaça que pairava por Hogwarts.

            O terceiro ano de Harry foi meio conturbado, não acham? Ele acaba fugindo de casa por motivos que todos nós sabemos e não preciso cita-los, mas ele acaba pegando uma carona no Noitebus Andante… E do Beco Diagonal, ele encontra seus amigos, Rony e Hermione e juntos, vão a plataforma… Porém, eles encontram uma surpresa não muito boa, né? Um dementador entra no compartimento que eles estavam e Harry é afetado mais que seus amigos, e por sorte, um professor que ao decorrer da história, seria um dos mais queridos da série salva Harry do ataque deste dementador.

            Quarto ano… Um ano normal, é? Pelo menos no tempo em que estão no Expresso de Hogwarts. A partir daí, vamos ao quinto ano de Harry em Hogwarts, que podemos destacar a volta de Voldemort e uma visão/ilusão de Harry na plataforma em que Voldemort estaria ali… Sexto ano… Ocorre o primeiro encontro do Clube do Slugue. E por causa desse encontro, Harry encontra uma oportunidade de entrar no vagão em que Draco Malfoy estava e todos sabem que ele não descobre nada a respeito de Draco ser um Comensal da Morte e no fim das contas, se da mal… E graças a Tonks (no filme Luna o salva) consegue sair do Expresso de Hogwarts no último minuto.

            Vamos para o último ano, só que Harry não volta a Hogwarts, mas podemos destacar a viagem de volta da escola para as férias de Natal, onde Luna Lovegood é sequestrada por Comensais por causa de seu pai e seu jornal, O Pasquim. No filme, vemos Comensais procurando Harry no Expresso, um pouco idiota, pois todos saberiam que ele não estaria ali.

            Finalmente, o fim dessa lenda acaba no lugar em que podemos dizer que é o início dessa magia. Vemos no último capítulo (epílogo) Harry, junto agora de sua esposa, Gina, levar seus dois filhos ao Expresso de Hogwarts para que eles fizessem sua viagem à escola. É uma cena emocionante, pelo menos para mim, pois sentimos que tudo o que vivemos com Harry não acabou ali, que a magia continua vivendo dentro de nós. Basta abrir um livro, ou colocar o filme no DVD… Harry Potter continua vivo dentro de cada um de nós.

E você? Já tem a sua passagem para o Expresso de Hogwarts? Ainda não? Não se demore, as passagens podem esgotar e você perder a sua chance de ir a Hogwarts.

E um aviso, não se atrasem, o trem sai exatamente às 11 horas. A todos, uma boa viagem e um ótimo ano letivo com muitas aventuras e emoções.

Nota da autora: Não poderia de deixar de postar algo nesse dia que para mim é especial… Posso ter esquecido de alguma cena ou fato importante que aconteceu no Expresso, mas os que lembrei, estão aí, espero que gostem.

    • Cláudia Silva
    • 1 setembro, 2011

    Belíssimo post!

    Apenas uma pequena reparação: no filme a plataforma ficou como “Plataforma nove e 3/4” pq era esse o seu nome original, escolhido por J. K., é assim que ela é mencionada em Portugal e no resto do mundo.
    Os brasileiros conhecen-na como 9 e 1/2 porque a tradutora achou que o nome ficaria melhor.

    • Fico contente que tenha gostado do meu post Cláudia.

      Respondendo ao seu comentário sobre o nome da Plataforma em King’s Cross… Nos livros da edição brasileira, ficou como Plataforma nove e meia, sendo que o capítulo seis do primeiro livro, a Pedra Filosofal, ficou como: O embarque na Plataforma nove e meia. Em Portugal, como nos Estados Unidos e na Inglaterra, se manteve o “Nove três-quartos”, como ocorreu nos filmes, mas como a maioria dos leitores do Reino das Fábulas reside no Brasil, tive que seguir o padrão que nós crescemos ouvindo, no caso, lendo.
      Destaquei no post que nos filmes é conhecido como Plataforma nove três-quartos, mas referindo-se ao Brasil. Sei que você leu os livros na versão portuguesa de Portugal, e soa meio estranho ler “Plataforma nove e meia”, mas nós, aqui no Brasil, lemos Plataforma nove e meia, e nos filmes, Plataforma nome três-quartos.

      Para comparação, podemos analisar o nome das casas de Hogwarts. Em Portugal manteve-se os originais, porém no Brasil, Lia Wyler, tradutora dos livros no Brasil, decidiu coloca-los como: Corvinal, Grifinória, Lufa-lufa e Sonserina, ao invés de Ravenclaw, Gryffindor, Hufflepuff e Slytherin.

        • Cláudia Silva
        • 1 setembro, 2011

        Eu sei Camila. Há já 1 ano e meio que tenho contactado com pessoas do Brasil, e ouvindo esses termos.
        Eu só fiz essa reparação porque, da maneira que voce citou, pensei que nao conhecia os originais, mas pelos vistos enganei-me.

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