A Titanomaquia

Titanomaquia é o nome que se dá à guerra entre os Deuses e os Titãs. Tal guerra durou dez anos, servindo para determinar a ordem e o controle do universo.  E  eu irei contar pra você como tudo aconteceu.

Há uma espécie de “carma” entre os reis imortais do universo, a começar por Urano. O Céu foi o primeiro rei dos imortais e foi destronado por seu filho, Cronos. Do mesmo modo, foi profetizado que Cronos seria destronado por um dos seus filhos. Para evitar este destino, o Senhor Titã engolia cada novo rebento de sua prole assim que estes nasciam. Primeiro Héstia, seguida de Deméter, Hera, Hades e Poseidon; cada um destes foi engolido por Cronos, contudo, quando chegou a vez de Zeus ser engolido Reia decidiu por pedir ajuda a seus pais, Gaia e Urano, para poder salvar o filho caçula de seu destino. Pedido este que foi atendido. E assim Zeus foi salvo, tendo sido escondido numa gruta, enquanto uma pedra era entregue em seu lugar, para ser engolida por Cronos.

O Crônida foi crescendo, se desenvolvendo e preparando-se para enfrentar o pai. Mas para isso ele iria necessitar de ajuda, e por consequência, precisava libertar seus irmãos que haviam sido engolidos e que continuaram a se desenvolver no estômago do pai, sem nunca serem digeridos. E além de libertar os irmãos Gaia, sua avó, lhe havia dito para libertar seus “tios” que haviam sido aprisionados pelo Senhor Titã, os Hecatônquiros e os Ciclopes.

Zeus seguiu piamente os conselhos da avó e com uma pequena ajuda de Métis, que lhe deu uma “poção para regurgito”, conseguiu libertar seus irmãos. Em seguida, partiu para o Tártaro, onde seus “tios” estavam presos e os libertou; ao mesmo tempo que os recrutava para a batalha que seria iniciada. Como recompensa por tê-los libertado, Zeus foi armado com o trovão e o raio flamante. 

Os deuses lutavam incansavelmente e incessavelmente. O mar rugia, a terra retumbava, os céus gemiam e tudo era confusão de batalha. Zeus era dos mais furiosos e brandia suas armas a todo vapor, atingindo todos os inimigos com seus poderosos raios e trovões, que ribombavam e abalavam todo o planeta. O fulgor queimava tudo à sua frente. Não obstante, os Hecatônquiros eram unidos e ativos na batalha, atirando pedras enormes, a toda hora, com seus cinquenta braços de uma só vez. Por fim, Zeus e os outros deuses triunfaram sobre os titãs, expulsando-os do céu (Monte Ótris, a fortaleza dos Titãs), e aprisionando-os no Tártaro, com a ajuda de Poseidon e colocando os Hecatônquiros como carcereiros. (Uma forma do Senhor dos Deuses conseguir fazer vista grossa e vê-se livre da ameaça hecatônquira). 

Como cartada final, gerado de Gaia e Tártaro, surge Tifão, uma das piores, senão a pior, ameaça aos deuses. Acontece que Tifão pendia dos ombros cem cabeças de víbora terríveis, tinha cinquenta cabeças e fogo nos olhos. E cada cabeça possuía uma voz diferente, sendo uma voz para a compreensão dos deuses, ou o mugido de um touro furioso, um leão rugindo inabalável, enfim… Um completo horror. Vendo a ameaça, Zeus convoca novamente todos os deuses para enlaçar aquela terrível criatura; e os seres divinos poem-se a travar uma horrível batalha. Sendo que por fim, o Senhor dos Raios atira-se do Olimpo, munido de suas armas, com uma gana infindável  e começa a domar cada uma das cabeças, e a subjugar completamente o outro titã, a fim de atirá-lo na maior profundeza do Tártaro, o que conseguiu, com a ajuda de Hefesto, abrindo uma tremenda fissura na terra para poder passar o gigante.

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