“Lá e de Volta Outra Vez”

Numa toca no chão vivia um hobbit.

Assim começa a obra “O Hobbit”, de J.R.R. Tolkien, a obra “introdutória” para a trilogia “O Senhor dos Anéis”. Parece aqueles narradores de animação infantil, né? Pensem comigo e leiam na voz dele, fica muito parecido u.u’  A história começa com uma visita inesperada de Gandalf, o Mago, ao Sr. Bilbo Bolseiro, o hobbit. Mas o mago não vem sem um propósito. Consigo trás para o hobbit o convite para ingressar em uma aventura, não sozinho, obviamente, mas em parceria com mais 13 anões, ou melhor dizendo, dwarfs.

A aventura qual Gandalf havia recrutado Bilbo, concernia em atravessar terras sombrias, florestas habitadas por orcs e wargs (uma espécie de lobos com organização e língua própria), elfos e outras coisas, a fim de eliminar um dragão, chamado Smaug, e recuperar o tesouro e o reino que outrora pertencera aos anões. Acontece que o dito dragão, um dia havia saído do seu lugar de nascença e ido dominar a Montanha Solitária, local no qual reinavam os anões em harmonia com os homens e os elfos. Nessa época Thror, pai de Thraim, pai de Thorin Folha de Carvalho, líder dos anões da expedição, era Rei sob a Montanha. E em seu reinado havia muita fartura e riqueza, e riqueza quer dizer ouro. Os próprios anões eram mineradores, dentre suas funções, e por isso ficavam abastados. E riqueza sempre fora o forte dos dragões, principalmente este que era mais ambicioso, ganancioso e avarento do que muitos outros.
Nos depararemos com personagens já conhecidos de “O Senhor dos Anéis” de uma forma que você nem imagina, e não só com personagens, com coisas também.

Inesperadamente, Bilbo Bolseiro, um hobbit de vida confortável e tranquila no Condado recebe a visita de 13 anões e Gandalf que o arrastam em uma jornada através das montanhas e das terras ermas enfretando trolls, orcs, wargs, elfos para o resgate de um tesouro muito bem guardado por Smaug, o dragão. Bilbo se vê em diversas confusões e encontra algo que mudaria não só sua vida como de toda Terra-Média.

Eu estava realmente muito ansioso para ler este livro, há muito tempo, e confesso que não fiquei completamente satisfeito. Não sei, talvez eu esperasse muito mais do que o próprio livro prometia. É uma típica fantasia em sua essência e alma, repleto daquelas criaturas fantásticas que sempre habitam em nosso imaginário, e é bom, inegavelmente bom, mas em minha concepção não conseguiu atingir o status de “perfeito”.

A história é leve e auto-explicativa. O personagem que mais me cativou, sem dúvida alguma, foi Gandalf. Já vi os filmes da trilogia de “O Senhor dos Anéis” há muito tempo e não lembro mais de nada, rs’ e nunca havia visto o mago desse jeito, pelo menos nesse livro, ele se mostra muito, muito engraçado, além de sagaz e poderoso.

Enquanto lia o livro, frequentemente achava que estava lendo “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, não que houvesse uma semelhança explícita, não tem completamente nada a ver, mas…  Sei lá, eu tinha a sensação. E outra coisa que me lembrou muito “As Crônicas de Nárnia”, foram as prosopopeias empregadas. (Os animais falando e etc). Talvez porque os autores participassem do mesmo clube e tivessem as ideias bem parecidas.

Enfim, é uma coisa boa de se ler, realmente gostosa. Uma leitura divertida e imaginativa, mas eu acho que você não deve tê-la em tão alta conta para não ser decepcionado. Mas esta é apenas a minha opinião, você pode achar o livro uma maravilha de outra mundo. E essa é só uma questão de gosto, não é mesmo?!

Lembrando que a primeira parte de “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada” estreiam no final desse ano (14/12).

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