“Oh Bella.” “Oh Edward.”

Eu, como Potterhead que sou, sempre ouvi a comparação que faziam entre Harry Potter e Twilight e sempre achei a segunda saga um cu, principalmente com os filmes. Nunca havia lido os livros. Mas uma amiga me disse: Rapaz, não se fie pelos filmes, leia os livros. São bons. Resolvi seguir seu conselho e li “Crepúsculo”, livro que resenharei agora. Apesar de ter que confessar: Demorei mais de um mês lendo isso. Porque viu…

O romance, ou melhor, toda a série é escrita por Stephenie Meyer. Após escrever Crepúsculo (Twilight), a autora ganhou 3 prêmios: um do NY Times e dois da Associação das Bibliotecas Americanas. Crepúsculo é o seu primeiro romance. Depois da sua publicação, Stephenie foi escolhida como um dos “novos autores mais promissores de 2005” pela Publishers Weekly. O sucesso desta obra lhe rendeu contratos de adaptação para o cinema, produtos e o planejamento de novas obras com a Little, Brown and Company.

O livro conta a história de Isabella Swan, uma jovem de 17 anos que muda-se para uma cidadezinha nublada, no fim do mundo, chamada Forks, onde teria que viver com seu pai, o qual mal conviveu a vida inteira. Chegando à cidade, a jovem desajeitada, desengonçada e estabanada  vê-se fixada e “hipnotizada” por um dos seus colegas de classe. Edward Cullen. Que por acaso é um vampiro. E além dele, ainda há outros de seus “amigos” que é apaixonado por ela, Jacob Black.  Mas é claro que ela não sabe de nenhuma dessas coisas. E calma, não é nenhum spoiler.

No geral, apesar das várias críticas, eu não acho que Crepúsculo seja um mau livro. Creio que seja a “história” certa nas mãos erradas. Porque, convenhamos, J.K. foi um gênio quando inovou a ideia que nós tínhamos bruxos. Quem sabe um outro autor, que não fosse Meyer, pudesse ter feito isso com Crepúsculo. E se não houvesse tanto romance, mas mais ação, quem sabe a coisa pudesse ter engrenado de uma outra maneira.

A ideia que eu tenho da obra é que a autora pôs todas as suas fantasias de quando adolescente no livro. Todas as suas esperanças, seus sonhos e suas maiores fantasias. E se o fez, conseguiu fazê-lo de uma maneira muito, muito estapafúrdia. Particularmente, levei mais de um mês lendo o livro. Porque eu ia lendo, tava legal, mas de repente havia coisas tão monótonas. Por exemplo, os dilemas de Bella. Que por sinal, são muito chatos. São coisas do tipo: Ah, será que eu deveria ficar com ele? Mas e se isso não for bom? Será que ele vai me matar? Será que ele é mesmo um vampiro?

Porém, uma parte realmente cômica, é quando ela descobre que Edward realmente é um vampiro. A garota acha tudo perfeitamente normal. É como se você estivesse frente à uma fera, e a fera dissesse que iria te matar. Só que ao invés de fugir, você fica, e ainda por cima se apaixona por essa fera. O que de certo modo, é bem isso que acontece.

A coisa adquire um tom tão idiota, tão molenga, que a história não consegue fluir direito. Tipo, você acha que a ação tá vindo. Mas não tá. E quando realmente vem, não é daquele jeito que você esperava. É tudo desenvolvido de uma maneira muito fraca.

Um dos únicos pontos bons de todo o livro/saga é que instiga algumas pessoas à leitura. O que é realmente muito, muito, muito bom. Todavia, na minha opinião, bom apenas nisso. Pois, para uma pessoa que já está acostumada a ler, esse livro é uma das maiores merdas já escritas. Pra vocês terem uma noção, o romance me deixou em tal estado de inércia, que eu mal me dignei a ler os livros restantes. 

Crepúsculo poderia ser como qualquer outra história não fosse um elemento irresistível: o objeto da paixão da protagonista é um vampiro. Assim, soma-se à paixão um perigo sobrenatural temperado com muito suspense, e o resultado é uma leitura de tirar o fôlego – um romance repleto das angústias e incertezas da juventude – o arrebatamento, a atração, a ansiedade que antecede cada palavra, cada gesto, e todos os medos. Isabella Swan chega à nublada e chuvosa cidadezinha de Forks – último lugar onde gostaria de viver. Tenta se adaptar à vida provinciana na qual aparentemente todos se conhecem, lidar com sua constrangedora falta de coordenação motora e se habituar a morar com um pai com quem nunca conviveu. Em seu destino está Edward Cullen.

Crepúsculo

Ele é lindo, perfeito, misterioso e, à primeira vista, hostil à presença de Bella o que provoca nela uma inquietação desconcertante. Ela se apaixona. Ele, no melhor estilo “amor proibido”, alerta: Sou um risco para você. Ela é uma garota incomum. Ele é um vampiro. Ela precisa aprender a controlar seu corpo quando ele a toca. Ele, a controlar sua sede pelo sangue dela. Em meio a descobertas e sobressaltos, Edward é, sim, perigoso: um perigo que qualquer mulher escolheria correr.

Nesse universo fantasioso, os personagens construídos por Stephenie Meyer – humanos ou não – se mostram de tal forma familiares em seus dilemas e seu comportamento que o sobrenatural parece real. Meyer torna perfeitamente plausível – e irresistível – a paixão de uma garota de 17 anos por um vampiro encantador.

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