Um mundo novo, aparentemente em mãos erradas.

Há um bom tempo eu quero ler este livro, e recentemente surgiu uma promoção imperdível na Submarino na qual eu pude comprá-lo. Estou falando de “Oksa Pollock e o Mundo Invisível”.

O romance é escrito por duas autoras francesas, Anne Plichota e Sendrine Wolf e conta a história de Oksa Pollock, uma garota “normal” que descobre ser detentora de enormes poderes.

SINOPSE:

A jovem Oksa Pollock, de 13 anos, era uma estudante que acreditava ser igual a todos os outros. Em certo momento, aflita com o início das aulas na escola nova, Oksa percebe ser a causa de fenômenos estranhos em seu quarto. Um canto da escrivaninha pega fogo, caixas explodem.

Oksa Pollock e o Mundo Invisível Ela, que sempre sonhara ser uma ninja, descobre que possui dons sobrenaturais. Confusa e aterrorizada, evita comentar esses fatos com outras pessoas. Estes estranhos acontecimentos vêm acompanhados do aparecimento de uma misteriosa marca em sua barriga. Muito assustada, Oksa conta tudo à avó, a excêntrica Dragomira, que lhe confessa o segredo de suas origens: a família Pollock vem de Edefia, um mundo invisível, escondido em algum lugar na Terra. Oksa descobre ser a Inesperada, a única esperança dos exilados de Edefia de voltarem à terra de origem. Diante das novidades e da missão para a qual foi escolhida, Oksa não será mais a mesma. Mesmo com a ajuda de seu melhor amigo, Gus, descobre o quanto é difícil conciliar a vida escolar normal e cumprir o seu destino. Neste primeiro volume da série de sucesso na França, Oksa Pollock e o mundo invisível apresenta uma narrativa dotada de fantasia e das contradições vividas por uma jovem que descobre subitamente uma realidade que jamais havia imaginado.

A história começa com uma súbita mudança dos Pollock, que viviam na França, para a Inglaterra. E começamos a acompanhar a vida de Oksa Pollock, uma menina de 13 anos e seu fiel escudeiro Gustave Bellanger, Gus, que também é seu melhor amigo. Logo no início do seu ano letivo, na nova escola, St. Proximus, Oksa sente-se perseguida por um dos professores, o de matemática, Sr. McGraw.
Em meio a isso, somos apresentados, em parte, ao fantástico mundo de Edefia e suas criaturas exóticas: Plantas falantes sentimentais, galinhas grandes, gordas e voadoras, baratas esqueleto e mais um punhado de seres.

No geral, uma história que, à primeira vista, prometia ser fantástica, apresentou-se um tanto quanto medíocre e infantil. Os personagens, a maioria, senão todos, parecem crianças. É como se todos eles se dobrassem à vontade e à idade de Oksa, o que muitas vezes acontece. Parece que estão todos em um enorme playground brincando de se aventurar. Tudo bem, há um certo mistério envolto em torno de alguns, mas é rapidamente disseminado com o decorrer do romance.

O plano de fundo da obra é bom, de certo modo, é um novo universo. E é fato que eu gosto de explorar outros ângulos, novas perspectivas e Edefia é muito atraente. Apesar de que, no quesito feitiços, acho que foi deixado a desejar. As autoras poderiam ter sido muito mais criativas com relação a isso. É fato que elas souberam dosar, deixar equilibrado as partes chatas e a ação. Porém, a parte que deveria ter sido mais “emocionante”, o final do livro, me deixou com uma expressão completamente “poker face”.

Todavia, creio que a coisa que mais me decepcionou foi a protagonista. Não sei o que esperava dela, mas com certeza não atendeu às minhas expectativas. Porque, como já disse antes, o ambiente adquiriu um ar muito infantil. Nem os personagens mais velhos eram dotados daquela seriedade, como Dragomira e Abakum. Era difícil assimilá-los adultos. “Ah, mas Oksa tem 13 anos”. Tá, isso não é desculpa, de qualquer forma. E Gus, o vocabulário dele é irritante. A todo momento, ou quase todos, que ele se dirige à Oksa, e é tipo: “Oi, o que faremos, amiga?”, “Está tudo bem, amiga?”. Por favor, a maioria dos meninos não fala assim, ficou supérfluo.

É aquela velha situação de uma boa história, em mãos erradas. Inegavelmente, as autoras são criativas. Isso é fato. Mas elas não souberam trabalhar a história. Além disso, fiquei sabendo que estão previstos seis livros a fim de culminar uma série. Sinceramente, não vejo fluido suficiente para tanto, mas é sempre possível que surja aquele fator determinante para mudar o rumo das coisas.

À propósito, galera, tem um grupo no facebook empenhando-se em uma campanha a fim de “restaurar” o uso do bom, velho e correto português na internet. Quem quiser curtir, clique aqui.

    • Débora DÂmaris Maneo Lima
    • 11 dezembro, 2012

    Adorei a sinopse. Este livro é para a galerinha teen?Parece ser sensacional.

    • Sim, sim. Quanto ao sensacional, já não garanto tanto assim.

  1. Gostei da sinopse do livro, mas pelo o jeito parece mesmo ser um livro mais infantil. Bom para a minha irmã mais nova ler. (:
    Ótima resenha!

    Beijos!

    • Realmente, ela vai adorar. Obrigado ^^

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