Archive for the ‘ Literaturando ’ Category

Nova capa de “Dezesseis Luas” e mais!

Como praticamente todo livro que “vira” filme ganha uma nova capa, exibindo o elenco ou algo relacionado à própria adaptação cinematográfica, “Dezesseis Luas” não seria diferente. Eis a nova capa, com a qual o livro será relançado nos Estados Unidos. Ainda não se sabe se ele será relançando aqui, no Brasil, com essa capa. Provavelmente sim…

Aproveitando o embalo, assistam ao trailer de “Beautiful Creatures” legendado em português.

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Confie no Autor

Bem, no mês passado Henrique, um dos autores daqui do blog, sugeriu que eu lesse Harlan Coben, um autor de romances policiais. Prontamente aceitei a sugestão, porque, quem me conhece já sabe, eu amo esse gênero literário. Sendo muito fã de Agatha Christie e Sir Arthur Conan Doyle. Então, por que não conhecer um novo autor?! Ele me emprestou dois romances: “Desaparecido para Sempre” e “Confie em Mim”. Lendo a sinopse dos dois, o primeiro me chamou mais atenção e foi o que li. Admito que não gostei nada do livro. Já o segundo, que não tinha uma sinopse tão boa, mostrou-se bem melhor que o primeiro. E é tão bom, tão bom, que resolvi vir resenhá-lo para vocês.

Preocupados com o comportamento cada vez mais distante de seu filho Adam – principalmente depois do suicídio de seu melhor amigo, Spencer Hill -, o Dr. Mike Baye e sua esposa, Tia, decidem instalar um programa de monitoração no computador do garoto. Os primeiros relatórios não revelam nada importante. Porém, quando eles já começavam a se sentir mais tranqüilos, uma estranha mensagem muda completamente o rumo dos acontecimentos:

Confie em Mim

“Fica de bico calado que a gente se safa.”

Perto dali, a mãe de Spencer, Betsy, encontra uma foto que levanta suspeitas sobre as circunstâncias da morte de seu filho. Ao contrário do que todos pensavam, ele não estava sozinho naquela noite fatídica. Teria sido mesmo suicídio?
Para tornar o caso ainda mais estranho, Adam combina ir a um jogo com o pai, mas desaparece misteriosamente. Acreditando que o garoto está correndo grande perigo, Mike não medirá esforços para encontrá-lo. Quando duas mulheres são assassinadas, uma série de acontecimentos faz com que a vida de todas essas pessoas se cruzem de forma trágica, violenta e inesperada.

O livro é escrito por “Harlan Coben (nascido em 4 de Janeiro de 1962) é um autor americano de livros. Os seus livros são do gênero “Mistério”, onde muitas vezes suas histórias envolvem casos de eventos não resolvidos no passado, como homicídios e acidentes fatais, onde até o fim do livro ocorrem diversas reviravoltas.”

A história inicia-se com o sequestro de uma mulher, em um bar. Em paralelo com o suicídio de um garoto chamado Spencer Hill. A princípio, somos postos com várias histórias sem nenhuma conexão aparente. Apenas assassinatos, suicídios e a vida de famílias de classe média. Mas a “história principal” chega ao seu estopim com o desaparecimento de Adam Baye, o que desencadeará e puxará todos os fatos seguintes da história.

Com toda a certeza a história como um todo chamou a minha atenção. Mas não foi só isso. Há uma espécie de subtítulo no livro que diz “Até onde você iria por amor à sua família?” E é, sem dúvida nenhuma, esse o pilar sobre qual é construído o livro.

Somos confrontados, em nosso íntimo, com situações que a princípio julgamos banais, “de má índole” e que dizemos: “Ah não, eu não faria isso”. Mas será mesmo? Um assassinato pode ser cometido a fim de proteger um familiar, uma promessa pode ter sido feita… Quem sabe?! Podemos mentir apenas porque não queremos que nosso filho seja posto em uma enrascada. São coisas que realmente nos fazem refletir.

Uma das frases que mais me chocaram e chamaram a minha atenção, para com a veracidade que ela portava, foi: “Quem realmente sente a morte de alguém não sai por aí alardeando seu luto; as grandes dores são vividas no íntimo.“. Porque isso me fez refletir sobre algumas atitudes que estavam sendo tomadas ao meu redor e talvez te faça refletir também.

Enfim, se você procura uma história bem estruturada, instigante, que te faça querer continuar a leitura com um apetite maior e voraz a cada página, você procura por “Confie em Mim”. E acredite, tudo está interligado, e a resolução será dada de uma forma que você não tem a menor ideia. Leia, divirta-se e reflita, pois querendo ou não, o livro te deixará em um estado de reflexão. Com certeza, em uma escala de cinco, ele leva quatro estrelas. E um conselho: Abandone seus paradigmas e conceitos. Ponha-se sempre no lugar de cada personagem.

Título brasileiro de “The Casual Vacancy”.

A editora Nova Fronteira divulgou hoje de manhã, pelo facebook, o título brasileiro de “The Casual Vacancy”, como vocês podem ver abaixo. Eu, particularmente, achei essa tradução uma bosta.

O livro já está em pré-venda pelo Submarino, pelas Lojas Americanas e pela Saraiva. Sendo que o seu lançamento oficial será no dia 12 de Dezembro.

 

 

 

“Lá e de Volta Outra Vez”

Numa toca no chão vivia um hobbit.

Assim começa a obra “O Hobbit”, de J.R.R. Tolkien, a obra “introdutória” para a trilogia “O Senhor dos Anéis”. Parece aqueles narradores de animação infantil, né? Pensem comigo e leiam na voz dele, fica muito parecido u.u’  A história começa com uma visita inesperada de Gandalf, o Mago, ao Sr. Bilbo Bolseiro, o hobbit. Mas o mago não vem sem um propósito. Consigo trás para o hobbit o convite para ingressar em uma aventura, não sozinho, obviamente, mas em parceria com mais 13 anões, ou melhor dizendo, dwarfs.

A aventura qual Gandalf havia recrutado Bilbo, concernia em atravessar terras sombrias, florestas habitadas por orcs e wargs (uma espécie de lobos com organização e língua própria), elfos e outras coisas, a fim de eliminar um dragão, chamado Smaug, e recuperar o tesouro e o reino que outrora pertencera aos anões. Acontece que o dito dragão, um dia havia saído do seu lugar de nascença e ido dominar a Montanha Solitária, local no qual reinavam os anões em harmonia com os homens e os elfos. Nessa época Thror, pai de Thraim, pai de Thorin Folha de Carvalho, líder dos anões da expedição, era Rei sob a Montanha. E em seu reinado havia muita fartura e riqueza, e riqueza quer dizer ouro. Os próprios anões eram mineradores, dentre suas funções, e por isso ficavam abastados. E riqueza sempre fora o forte dos dragões, principalmente este que era mais ambicioso, ganancioso e avarento do que muitos outros.
Nos depararemos com personagens já conhecidos de “O Senhor dos Anéis” de uma forma que você nem imagina, e não só com personagens, com coisas também.

Inesperadamente, Bilbo Bolseiro, um hobbit de vida confortável e tranquila no Condado recebe a visita de 13 anões e Gandalf que o arrastam em uma jornada através das montanhas e das terras ermas enfretando trolls, orcs, wargs, elfos para o resgate de um tesouro muito bem guardado por Smaug, o dragão. Bilbo se vê em diversas confusões e encontra algo que mudaria não só sua vida como de toda Terra-Média.

Eu estava realmente muito ansioso para ler este livro, há muito tempo, e confesso que não fiquei completamente satisfeito. Não sei, talvez eu esperasse muito mais do que o próprio livro prometia. É uma típica fantasia em sua essência e alma, repleto daquelas criaturas fantásticas que sempre habitam em nosso imaginário, e é bom, inegavelmente bom, mas em minha concepção não conseguiu atingir o status de “perfeito”.

A história é leve e auto-explicativa. O personagem que mais me cativou, sem dúvida alguma, foi Gandalf. Já vi os filmes da trilogia de “O Senhor dos Anéis” há muito tempo e não lembro mais de nada, rs’ e nunca havia visto o mago desse jeito, pelo menos nesse livro, ele se mostra muito, muito engraçado, além de sagaz e poderoso.

Enquanto lia o livro, frequentemente achava que estava lendo “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, não que houvesse uma semelhança explícita, não tem completamente nada a ver, mas…  Sei lá, eu tinha a sensação. E outra coisa que me lembrou muito “As Crônicas de Nárnia”, foram as prosopopeias empregadas. (Os animais falando e etc). Talvez porque os autores participassem do mesmo clube e tivessem as ideias bem parecidas.

Enfim, é uma coisa boa de se ler, realmente gostosa. Uma leitura divertida e imaginativa, mas eu acho que você não deve tê-la em tão alta conta para não ser decepcionado. Mas esta é apenas a minha opinião, você pode achar o livro uma maravilha de outra mundo. E essa é só uma questão de gosto, não é mesmo?!

Lembrando que a primeira parte de “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada” estreiam no final desse ano (14/12).

O Atlas Esmeralda


Há dez anos, numa noite de inverno, os irmãos Kate, Michael e 
Emma foram tirados de suas camas às pressas, perseguidos por criaturas estranhas e levados para longe de seus pais, os quais nunca mais viram. Desde então, os três passaram todo esse tempo vivendo em vários orfanatos sem saber o que de fato aconteceu naquela noite. Kate, a mais velha, é a única que tem lembranças dos pais, a quem jurou proteger seus irmãos a todo custo até que a família estivesse reunida novamente; Michael, o do meio, adora o mundo dos livros e histórias de magia e é sempre alvo de implicância dos garotos mais velhos; e Emma, a mais nova, é uma verdadeira encrenqueira, mas de grande coração. Quando chegam a uma mansão abandonada, os irmãos encontram um atlas encantado que os faz viajar no tempo e os leva para uma terra habitada por gigantes, anões, lobos famintos, crianças prisioneiras e uma condessa que é a fonte de todo o Mal. Assim, as crianças que apenas buscavam o paradeiro de seus pais acabam tendo que salvar o mundo.

Desde o momento em que vi a capa do livro, fiquei apaixonado por ele. E quando li a sinopse então, o sentimento apenas aumentou. Sabe quando um livro meio que te chama? Pois é, foi isso que aconteceu. Caso não saiba, aguarde o chamado, um dia ele acontece. 😉 No que diz respeito às minhas expectativas para com o livro, eu julgo que elas foram muito bem atendidas. Eu esperava uma boa história, uma coisa gostosa de ler, em parceria com aquela trama bem estruturada, e fui satisfeito.

O romance é escrito por John Stephens, um produtor, roteirista e diretor de televisão americana. Dentre seus trabalhos mais famosos nesse meio, podemos destacar o seu desempenho em The O.C. e também a produção executiva da série Gossip Girl. E se não me engano, “O Atlas Esmeralda” é a estréia de John no meio literário. Este mesmo livro é o primeiro de uma trilogia chamada Os Livros do Princípio.

Apesar de abordar uma temática já bastante explorada, John consegue formar uma coisa única. Seus personagens são bem estruturados e gostosos de acompanhar. A obra tem uma pegada bem infanto-juvenil, o que proporciona uma leitura suave, daquelas que você começa e nem se dá conta da passagem do tempo. É muito legal.

Como já dito na sinopse, a história se desenrola através dos três irmãos: Kate, Michael e Emma, três crianças aparentemente órfãs que vivem pulando de orfanato em orfanato. (Essa parte eu achei muito parecida com Desventuras em Série). Acontece que em uma dessas mudanças de lar, os três irmãos vão parar em um vilarejo parado no tempo, mais exatamente em uma mansão, que só é habitada por uma cozinheira, um “barqueiro” e pelo misterioso Dr. Pym. 

Acontece que explorando a mansão, os irmãos casualmente encontram um livro, dentro de uma gaveta, “O Atlas Esmeralda”. Só que eles não sabem das propriedades mágicas do objeto, e custam a descobri-lo completamente, empreendendo assim uma aventura de tirar o fôlego. Acho que o personagem que mais gostei no livro, foi a vilã, que eu obviamente não vou dizer quem é. Mas ela é tão diva, tããão… Vixe, sem palavras. 

Os mistérios da trama vão sendo revelados de forma comedida, o que te motiva ainda mais a ler o livro, já que nunca se sabe o que terá na página seguinte. As reviravoltas na história também são, de certa forma, imprevisíveis, o que contribui ainda mais para o desfecho do livro. E como é uma trilogia, muitas coisas ainda ficaram para serem exploradas e bem explicadas.

Leia o livro, vale muito a pena. E eu te garanto que quando você realmente emplacar na leitura, não vai mais querer parar. Ah, uma coisa que aconteceu comigo, é que quando eu comprei o livro, ele veio lacradinho e tal, e dentro tinha marcador magnético do próprio, muito lindo. 😀

Lançamento “The Casual Vacancy”

Hoje, foi lançado na Inglaterra, o novo romance de Queen J. K. Rowling, que se chama “The Casual Vacancy” (A Vaga Casual, numa tradução literal para o português). O livro foi lançado pela editora Little, Brown and Company e é a primeira obra literária que a autora escreve focada no público adulto. O volume já teve mais de um milhão de pedidos antecipados para compra. Eu acredito que todos os leitores que acompanharam Harry Potter desde pequenos, e que agora cresceram, estão ansiosos para ler esse novo projeto. E não só eles. Todos os leitores de Rowling.
Neste romance, temos como cenário uma pequena cidade, aparentemente calma, mas que é repleta de enlaces e joguetes políticos.
O livro chega ao Brasil em Dezembro, pela editora Nova Fronteira.

Quando Barry Fairbrother morre inesperadamente aos quarenta e poucos anos, a pequena cidade de Pagford fica em estado de choque. Pagford é, aparentemente, uma idílica cidade inglesa, com uma praça principal em calçada e com a sua antiga abadia, mas o que se esconde por detrás desta bela fachada é uma cidade em guerra. Os ricos em guerra com os pobres, os adolescentes em guerra com os pais, as mulheres em guerra com os maridos, os professores em guerra com os seus alunos… Pagford não é o que parece à primeira vista. E a cadeira vazia deixada por Barry na junta paroquial em breve se torna o catalisador da maior guerra
que a cidade alguma vez testemunhou. Quem irá triunfar numa eleição marcada por emoções fortes, ambiguidades, e revelações inesperadas?

Feliz Jogos Vorazes!

A princípio, eu não alimentava muitas esperanças para este livro. Para ser sincero, eu nem sabia muito bem o que esperar dele. Os murmúrios, os comentários, as críticas tanto para o livro, quanto para o filme, eram as melhores possíveis. Visto que, até com Harry Potter esta trilogia foi comparada. Mas eu ficava me perguntando, será que é tudo isto mesmo? 

Suzanne Collins não é nenhuma amadora e traz um tema bastante inovador neste romance, um tema que eu acho nunca ter visto em outro livro antes, e principalmente sendo abordado desta forma. O que já é um ponto positivo. É muito bom ver temas novas surgirem como enredo, afinal, a maioria das coisas que se vê hoje se co-relaciona com vampiros e afins. Porém, o que teria de atrativo em um livro sobre um reality show mortal com um romance de fundo? À primeira vista, absolutamente nada, mas não é isso que o livro te mostra.

A história toda se passa em Panem, um novo país formado a partir dos destroços da América do Norte. Panem, por sua vez, é dividida em 12 Distritos, antes eram 13, porém o 13 iniciou uma rebelião contra a Capital, que o destruiu completamente. E, como punição, a Capital (centro de controle de Panem) idealizou os Jogos Vorazes, como maneira de demonstrar que o poder está em suas mãos. Tal história é narrada por Katniss Everdeen, umas das personagens principal, tributo feminino do distrito 12. 

Como é óbvio, toda a história se desenrola através de Katniss, de suas indecisões e temores, da sua luta pela sobrevivência e blá-blá-blá. Mas eu até agora não consigo entender como o livro se torna tão atraente. Suzanne consegue apropriar-se de um tema relativamente simples com maestria. Ela consegue fazer com que tudo tenha um ar de suspense, de ação, o que te atrai na história. 

Eu e meu amigo estávamos ansiosos e ao mesmo tempo receosos com a história, porque não havia nenhum atrativo à primeira vista. Mas, a única forma de você decidir se o livro te agrada ou não, se ele é bom ou não, é lendo. Mas eu acho que posso te dizer uma coisa que eu realmente adorei aí: As mortes! O sangue jorrando! A brutalidade! Sinceramente, isso é muito legal de se ler. *o*

Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstram seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte! Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?

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