Archive for the ‘ Literaturando ’ Category

Dezesseis Luas

Normalmente nos deparamos com histórias de amor que são um tanto quanto melosas e “nojentas”. Que nos fazem suspirar e esperar por um príncipe encantado que a maioria de nós sabe que nunca vai chegar. Mas eu te aconselho a esquecer essas ideias em “Dezesseis Luas”. Um romance que  apresenta um amor que atravessa gerações, repetindo uma trágica história e que é regado a muita magia e mistérios.

Ethan é um garoto normal de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos e totalmente atormentado por sonhos, ou melhor, pesadelos com uma garota que ele nunca conheceu. Até que ela aparece… Lena Duchannes é uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Mais que um romance entre eles, há um segredo decisivo que pode vir à tona. Eleito pelo Amazon um dos melhores livros de ficção de 2009. Direitos de tradução vendidos para 24 países. Um filme da série está sendo produzido. “Pacote completo: um cenário assustador, uma maldição fatal, reencarnação, feitiços, bruxaria, vudu e personagens que simplesmente prenderão o leitor até o fim…”

O livro é escrito por Kami Garcia e Margaret Stohl e é narrado por Ethan, contando a história de Lena e das coisas que os cercam.
Imagine se você tivesse pesadelos com uma garota, quase todos os dias, uma garota que você nunca viu na vida. E melhor. Se você morasse em um lugar que nunca acontece absolutamente nada, a não ser os mesmos fatos monótonos que se repetem ano após ano. Mas e se essa tal garota, de repente, aparecesse na sua cidade e mudasse tudo o que acontece nela? O clima, os seus sentimentos, e você como um todo? É exatamente isso que acontece com Ethan.

Quando Lena Duchannes chega à cidade, tudo muda. E você sabe como costuma ser cidade pequena, não é? Todo mundo sabe e fala da vida de todo mundo e se se tem carne nova no pedaço… Vira-se o alvo! E é o que se sucede com Lena. A garota vai morar com o tio, Macon Ravenwood, que é o recluso e estranho da cidade. Acontece que a menina tem 15 anos e precisa frequentar a escola, o que só desperta a curiosidade e o instinto preconceituoso dos habitantes do local. Exceto em Ethan. Que é um garoto “solitário” quando em casa e precisa de atenção; e incrivelmente vai havendo uma atração mútua por parte de Ethan e Lena, que no decorrer do livro, vocês descobrirão que não é nada por acaso.

Recheado de magia, mistério e aventura, a história que não é muito “complicada” vai adquirindo proporções grandes devido aos seus enigmas. Você vai passando pelas páginas e desejando que elas acabem cada vez mais rápido, só pra saber das coisas que estão ocultas.

Eu, particularmente, achei o livro excelente. Uma ótima pedida. Só pela capa eu já fiquei atraído pelo livro. Porque, convenhamos, ela é linda. E não só por isso. Há uma música, chamada Sixteen Moons, que só me fez querer o livro mais e mais, porque… Veja por si mesmo.


A escrita das autores é fascinante. Elas são detalhistas e ao mesmo tempo muito práticas. Conseguem transformar uma história, digamos que, “fraca” em uma coisa bastante consistente de facílimo entendimento. A maioria dos personagens, são fascinantes, misteriosos e enigmáticos e com um “q” de quero mais. O único deles que eu não gostei muito foi o próprio Ethan, narrador do livro. Achei ele um completo retardado.

Uma coisa que me deixou satisfeito foi o final do livro. Mas aí eu descobri que teria uma continuação (isso no ano passado, só pra esclarecer). Aí eu fiquei: Oxe, como vai ter uma continuação pra isso? Mas agora eu consigo enxergar algumas pontas soltas que eu imagino que ficarão melhores resolvidas em “Dezessete Luas”. 

Enfim, você precisa ler “Dezesseis Luas”. É perfeito! Incrível! E ganhou nota quatro de cinco na minha classificação. 😉

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O Circo da Noite

“O circo chega sem avisar” e faz com que todos queiram embarcar nesse imensa trupe. Tendo como palco toda a magia e encanto do circo, somos apresentados a uma maravilhosa competição de ilusionistas, em fundo a uma história de amor. O romance é escrito por Erin Morgenstern e é a sua estreia no mundo literário.

A trama se desenvolve no circo, sob o pretexto de servir como palco para uma competição entre aprendizes de ilusionistas. De um lado Celia Bowen, aprendiz de Próspero, o Mágico; e de outro Marco, aprendiz de Alexander. Ambos são tomados quando crianças, para começarem a aprender as artes mágicas e vão se desenvolvendo e aperfeiçoando ao longo do tempo, até que finalmente possam se encontrar.

Quando pensamos em uma competição de magia logo imaginamos um duelo, cheio de feitiços. Mas eu lhes digo uma coisa: Esqueçam isso, pelo menos para este livro. Se você imagina que irá encontrar uma espécie de Harry Potter mais romântico, engana-se completamente. É mais que isso, não desmerecendo Harry Potter, mas são livros diferentes. Questões diferentes. À primeira vista pode até parecer que há alguma semelhança, mas ela não existe.  Este duelo é algo mais profundo e intrincado, envolvendo todos os tipos de pessoas, independente de elas saberem ou não do seu envolvimento. 

O “campo de batalha” é formado com a ajuda de alguns pensadores e profissionais de moda, engenharia, planejamento e marketing. Além, de é claro, dos artistas circenses. Porém, tudo fica interligado fortemente. E um conselho: sempre atente para cada personagem, você não sabe o que eles podem vir a se tornar ou o que eles foram. A passagem dos capítulos é feita através de datas e anos, para que possamos ter uma noção do quanto de tempo passamos e o desafio acontecendo. 

O livro é muito bem escrito e detalhado, o que atende muito ao que é proposto. As descrições do circo, das reações, dos movimentos, as cores, as vibrações, os acontecimentos, tudo é muito bem passado e isso é maravilhoso. Acho que nunca quis entrar tanto em um livro como esse. Tudo discorre de forma tranquila e ao mesmo tempo agitada.  Não há muitos rodeios na história, e a cada mudança brusca na história a sua vontade de avançar só é intensificada. 

No que diz respeito aos personagens, eles não são tão profundos, o que não quer dizer propriamente que eles não sejam fascinantes. Talvez por serem tão diretos e enigmáticos eles adquirem um quê de profundidade e sedução para com o leitor.

E outra coisa que eu tenho que falar é sobre o próprio design do livro, que é muito, muito lindo. Talvez por eu ter um fraco pelo preto e branco, mas é realmente fascinante. A capa, ela te traz a ideia de como seria o circo. E por dentro, algumas páginas realmente são em preto e branco, como uma espécie de ilusão de ótica, o que nos remete a outra questão: No início de cada parte do livro, há uma espécie de capítulo nosso. É, nosso, como se fosse você quem estivesse entrando e desbravando cada parte do livro. É muito gostoso de lê-lo.

Quanto ao final, eu digo para você não esperar muito dele. Para mim, ele foi muito óbvio. Não sei. Eu esperava algo mais. Uma espécie de solução fantástica, uma coisa maravilhosa. 

Dentro da história há uma espécie de termo criado para o grupo de pessoas que segue o circo para todos os lugares, eles são chamados rêveurs, e eu tenho certeza absoluta que Les Cirque des Rêves, deixou muitos rêveurs ao redor do mundo. Boa leitura! (Um dos meus livros favoritos).

Sinopse:

Sob suas tendas listradas de preto e branco uma experiência única está prestes a ser revelada: um banquete para os sentidos, um lugar no qual é possível se perder em um Labirinto de Nuvens, vagar por um exuberante Jardim de Gelo, assistir maravilhado a uma contorcionista tatuada se dobrar até caber em uma pequena caixa de vidro ou deixar-se envolver pelos deliciosos aromas de caramelo e canela que pairam no ar. Por trás de todos os truques e encantos, porém, uma feroz competição está em andamento: um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, treinados desde a infância para participar de um duelo ao qual apenas um deles sobreviverá. À medida que o circo viaja pelo mundo, as façanhas de magia ganham novos e fantásticos contornos. Celia e Marco, porém, encaram tudo como uma maravilhosa parceria. Inocentes, mergulham de cabeça num amor profundo, mágico e apaixonado, que faz as luzes cintilarem e o ambiente esquentar cada vez que suas mãos se tocam. Mas o jogo tem que continuar, e o destino de todos os envolvidos, do extraordinário elenco circense à plateia, está, assim como os acrobatas acima deles, na corda bamba.

Diário do Farol

Eu imagino que alguns de vocês já tenham se questionado o que é a “moral” e mais do que isso, tenho certeza absoluta que cada um tem a sua própria. Além disso, acredito também que nós nos reprimimos muitos de nossos desejos e vontades, gostos e atitudes. Coisas que queríamos fazer, mas que um paradigma qualquer não permite. Mas e se houvesse uma pessoa que não reprimisse seus anseios e tivesse uma moral tão sórdida e pervertida? Bem, é por esse ponto de vista que iremos ler “Diário do Farol”, uma obra perfeita, em minha opinião, e que acaba com certas opiniões provenientes de algumas pessoas.

A obra aqui apresentada foi escrita por João Ubaldo Ribeiro, um grande escritor, professor e advogado brasileiro, ilustríssimo membro da ABL (Academia Brasileira de Letras). Teve algumas de suas obras adaptadas para a televisão e para o cinema; dentre seus mais famosos escritos podemos destacar “Sargento Getúlio” e “Viva o Povo Brasileiro”, sendo que este último foi “adaptado”, posteriormente, para um samba-enredo da escola de samba Império da Tijuca, no carnaval de 87. João Ubaldo também é detentor de um Prêmio Camões, a maior premiação para autores de língua portuguesa.

Sinopse:

“Diário do farol é o relato autoral de um clérigo amoral e inescrupuloso, que no outono da sua existência resolve inventariar seu rosário de maldades, perpetradas com requintes extremos desde a infância no seminário – de início, sob o pretexto de vingar os maus-tratos do pai; posteriormente, ainda mais sofisticadas, devido ao desprezo de uma mulher.
Auto exilado numa ilha onde pontifica um farol, o bilioso e mesquinho padre dialoga com o leitor para provocá-lo com uma realidade na qual não há bem ou mal, e assim tentar demovê-lo de qualquer noção redentora. Conseguirá? Para ele, não há transcendência, o Universo nos é indiferente e a todos foi negada essa Revelação. Não por acaso, o farol de sua ilha chama-se Lúcifer, “aquele que detém a Luz”.


O leitor é advertido desde a epígrafe: “Não se deve confiar em ninguém”. A vida real é feita de rupturas, exceto para aquela maioria dos homens que perde a oportunidade de viver de fato por nunca romper com nada realmente importante, adverte-se. Num testemunho insidioso, que concilia situações hilariantes com outras de horror repulsivo e escatológico, somente o cinismo impera. Nisso, põe-se o padre a fazer troça dos ´católicos que acreditam nas besteiras do catolicismo´ e a manipular todos, fiéis ou descrentes, para atingir seus fins amorais, chegando à sofisticação de submeter-se voluntariamente a sessões de tortura para dar vazão a seus caprichos vingativos.
Um mal que – posto em tom neutro como só é possível por meio de uma arte superior como a literatura – nos permeia a todos e nos leva a refletir sobre nossa condição social e humana. Um mal na sua essência, que nada tem de panfletário e denunciador, que encontra solo fértil na sociedade e no sistema político atuais.”

“Diário do Farol” vem quebrar preconceitos e expor a nojenta e terrível natureza do ser humano. Como o próprio título já sugere, o livro é uma espécie de diário que é escrito por um padre faroleiro. Na trama, acompanharemos a vida do clérigo desde a sua infância até os seus dias finais. O protagonista da trama não se nomeia em momento algum, de modo que ficamos meio que “no escuro” (Que ironia…).

A história inicia-se na infância do padre, e nos é mostrado como ele foi tratado pelo pai após a morte da mãe. Ele tratava-o muito mal e o xingava constantemente, segundo o Seminarista (como eu libertamente o nomeei), e a partir destes tratamentos e de uma suposta presença espiritual da mãe, o garoto decide-se por matar o pai para vingar-se de todos os maus tratos sofridos. Mas não apenas vingar-se, fazê-lo sofrer de todas as formas possíveis e uma dessas formas, era entrar no seminário.

No seminário ele nos mostra todas as coisas sórdidas e possíveis de acontecer. Sexo entre os seminaristas e os próprios padres professores, orgias, ardis e tudo isso sendo ele o pivô dos acontecimentos, não aquele que mais pratica, mas sim aquele que sabe de tudo, todavia, é claro que ele não é isento de tais acontecimentos, ele também participava algumas vezes; E esse saber não é desperdiçado. Aquele que não fazia o que o Seminarista queria sofria consequências, afinal, ele era tipo um Gossip Boy do seminário. Uma coisa que vale a pena ressaltar é que o pai dele o chamava de cínico, sarcástico, irônico, sonso… E tudo isso é verdade.

Após a época do seminário, o protagonista volta à sua cidade natal e começa a servir em sua igreja, como auxiliar do pároco local, o que irá servir de palco para mais sexo e traições. Também há uma parte que entra a época da ditadura militar, coisa que o Seminarista participa ainda como delator e torturador.

Pra mim, este é um dos melhores livros que eu já li/irei ler na minha vida. A forma como tudo é passado é extremamente fascinante. Eu, que tenho a maioria das opiniões que ele ressaltou em seu diário, tive orgasmos de concordância. Porque era como se eu tivesse escrito aquilo ali, claro, sem as maldades e conotações sexuais. Mas é uma coisa que eu sempre falei, principalmente sobre a moralidade. Visto que eu acredito que não existe moral. É uma coisa tão relativa e ao mesmo tempo tão singular que ninguém pode atestar tê-la ou não, é completamente variável e subversiva.

Logo no início do livro somos advertidos a não confiar em ninguém, o que é um conselho muito sábio, até mesmo para não confiar no autor do diário. Não piamente. Porque vemos tudo sob uma ótica exclusivamente dele, não sabemos se os fatos realmente aconteceram como nos é narrado. Que garantia temos que o espírito da mãe dele realmente retornou com sede de vingança? Tal espírito não poderia ser nada mais, nada menos, do que um meio que uma mente doentia e maníaca achou como forma de tentar justificar seus atos? Ah sim, uma coisa que me ocorreu e que eu devo alertar-lhes, é que este não é um livro pra qualquer um. Se você tem demasiado pudor e “princípios” não leia o livro, te deixará horrorizado.

As críticas que estão escritas nas entrelinhas, ou melhor, que estão escritas nas linhas, pois está tudo absolutamente claro, ou ele quer que pensemos assim, são maravilhosas e realmente tocantes. Talvez por tudo apresentar-se de maneira tão real e suscetível a acontecer, tudo tenha ficado do jeito que ficou. E podem me chamar de idiota, besta, do que quiserem, porém até hoje eu não sei se os fatos que se sucederam são verídicos ou não. Achei que a composição do diário, com informações sendo ocultas de nós, apenas serviu para apetecer a nossa voracidade com relação à leitura do livro.

PS: Existe também uma peça de teatro baseada neste romance.

Eu recomendo muito mesmo este livro, é PERFEITO!

E quem disse que os brasileiros não tem sangue mágico?

Em uma entrevista um fã perguntou à J. K. Rowling o que ela achava sobre outras escolas de magia, em outros países. E ela, muito simpática, respondeu ao rapaz que achava ótimo e que também seria muito bom se outra pessoa escrevesse tal história. Tomando este conselho para si Renata Ventura, fã assídua da saga Harry Potter, decidiu situar uma escola de magia e bruxaria aqui, no Brasil. Para ser mais exato, Renata criou cinco escolas, sendo que neste livro apenas aparecerá a do Rio de Janeiro.

Renata é fluminense, nascida em 1985, e trabalhou durante três anos fazendo pesquisas e roteiros para cinema documentário, antes de se dedicar exclusivamente ao seu primeiro livro. Uma coisa que eu achei inovadora e muito legal, foi o meio de interação que ela criou entre seu público e ela mesma: Através das redes sociais, a autora criou perfis para seus personagens, perfis estes que servem tanto para conversar um pouco com seu personagem preferido, sentir-se parte ativa de seu universo, como para tentar extrair alguma informação privilegiada dos livros seguintes. (Coisa que eu já fiz. haha’).

“A Arma Escarlate” nos leva a conhecer Hugo, um garoto pobre que vive na favela Santa Marta, e que está em meio à iminente ameaça dos traficantes e bandidos. No ápice de uma situação insustentável, nosso protagonista descobre que é bruxo e com toda a sorte a seu favor o garoto entra na escola de magia e bruxaria Nossa Srª do Korkovado. Claro que não teremos apenas Hugo como “protagonista” teremos também Gislane, uma bruxinha pra lá de inteligente que segue todas as regras (Vixe, isso ficou parecendo descrição de personagem de filme da Sessão da Tarde). Na escola do Rio de Janeiro, temos uma batalha de grupos: Pixeis e os Anjos. Ou seja, nada de “quatro casas”.

O livro é realmente muito bem escrito. A narrativa discorre de modo completamente fluido e você mal consegue perceber o avanço das páginas, e quando percebe, se surpreende com a quantidade de páginas passadas.  O enredo e os personagens também são muito bem estruturados e construídos; é como se a qualquer momento os personagens pudessem sair das páginas do livro e começar a interagir com você. Talvez eu tenha sentido isso porque a história se passa no Brasil e parece que tudo está “a um palmo de você”. 

Porém, não foi apenas isso que me chamou atenção em “A Arma Escarlate”, o livro transcende as fronteiras da fantasia, e faz um link perfeito com a realidade. A escola do Rio de Janeiro é um completo inferno, existe o descaso, a falta de professores, a bagunça por parte de alguns alunos, desinteresse por parte de outros e tudo isso reflete exatamente a realidade brasileira. A realidade das escolas públicas, que estão afundando a cada dia mais. Renata foi muito feliz em suas críticas sociais e não apenas nisso. Eu, que já tinha um contato com a autora antes do livro, pude perceber seus traços inconfundíveis, como por exemplo, a tentativa de divulgação do Esperanto, uma espécie de língua franca internacional, que pode simplificar em muito a compreensão entre estrangeiros.

Confesso que no início do livro fiquei um pouco irritado com relação às diferenças para com “Harry Potter”, sobre não ter quatro casas e ter cinco escolas de magia. Mas eu imagino, imagino não, tenho certeza que este é o diferencial de “A Arma Escarlate”, Renata conseguiu criar um novo universo por cima de outro. Ela conseguiu, com maestria, “adaptar” a história da Tia Jo para o Brasil. Tanto no que diz respeito a contexto, como a conteúdo mesmo. Por exemplo, os feitiços. Esqueçam os feitiços em suas versões latinas. Eles não funcionam aqui; no Brasil temos feitiços em tupi (êta patriotismo) e os únicos feitiços que funcionam em todos os lugares do mundo são os que são feitos em esperanto (por que será, hein!?).

Enfim… Eu realmente recomendo muito a leitura de “A Arma Escarlate”, e olha que eu sou meio preconceituoso com relação à literatura nacional, mas esse livro é realmente do caralho (me desculpem a expressão, quem se ofendeu) e eu quero muito que Renata seja reconhecida. Seu trabalho não merece ficar “na gaveta”, o mundo todo precisa saber dele!

Sinopse:

“O ano é 1997. Em meio a um intenso tiroteio, durante uma das épocas mais sangrentas da favela Santa Marta, no Rio de Janeiro, um menino de 13 anos descobre que é bruxo. Jurado de morte pelos chefes do tráfico, Hugo foge com apenas um objetivo em mente: aprender magia o suficiente para voltar e enfrentar o bandido que está ameaçando sua família. Neste processo de aprendizado, no entanto, ele pode acabar por descobrir o quanto de bandido há dentro dele mesmo.”

Compra:

Livraria Saraiva: Clique aqui; PDF: aqui.

Livraria Cultura: Clique aqui; PDF: aqui.

Recomendo muito mesmo! Vale a pena cada centavo! Uma ótima leitura para vocês!

O Filho de Netuno – Resenha

No outono deste ano, foi lançado nos Estados Unidos “The Son of Neptune” – “O Filho de Netuno”, segundo livro da série The Heroes of Olymous – Os Heróis do Olimpo. Escrito pelo saudoso Rick Riordan, o romance comporta quatrocentas páginas de pura ação, mistério e emoção. O tema, como já era esperado, é a Gigantomaquia; dando continuidade ao primeiro livro “O Herói Perdido”. Desta vez, ao invés de irmos ao Acampamento Meio-Sangue, iremos ao Acampamento Júpiter, lar dos semideuses romanos.

A partir do título do livro podemos presumir que Percy Jackson será o protagonista do livro. O que é óbvio. Mas não apenas Jackson será o protagonista do livro, não, teremos dois semideuses romanos para acompanha-lo na nova aventura: Hazel Levesque e Frank Zhang, que já foram apresentados a vocês. Hazel é uma filha de Plutão e Frank… Bem, vocês irão descobrir quando lerem o livro, mas eu posso garantir que será uma bela surpresa.

Como já dito antes, a história toda acontece a partir do Acampamento Júpiter, local ao qual são enviados os semideuses romanos*. Um lugar absolutamente diferente do seu equivalente grego: /a direção do acampamento fica por parte dos pretores*², as profecias estão escritas nos livros sibilinos e só podem ser lidas; interpretadas pelo áugure*³, não existem chalés, somente coortes³+¹ e muitas coisas mais que não descreverei, senão não terá nenhuma graça quando vocês forem ler. Os deuses, como Jason Grace já falou, são mais disciplinados e severos e atendem pelos nomes romanos: Júpiter (Zeus), Netuno (Poseidon), Juno (Hera), Marte (Ares), Plutão (Hades).

Logo que Percy chega ao Acampamento, ele é incluído em uma missão dada por Marte a Frank, que por sua vez chama Percy e Hazel, daí inicia-se a aventura, Eles terão que ir ao Alasca, a terra além dos deuses (onde o poder dos deuses não alcança), libertar a Morte (o deus Tânatos) e ainda por cima confrontar dois gigantes, Alcioneu e Polybotes – o terror de Poseidon – em uma batalha no Acampmaneto Júpiter, para onde ele marcha com um astronômico exército. Afora que, por conveniência, o trio tem que recuperar a Águia Dourada da Duodécima Legião Fulminata, uma importante relíquia que se faz símbolo do acampamento; além de proteção, assim como o Pinheiro de Thalia.

Gaia mostra-se pior que seu filho, Cronos, e tece uma intrincada trama em torno de todos os sete semideuses da Grande Profecia, interligando praticamente todos. Hazel Levesque e Leo Valdez que o digam. Continue lendo

Sherlock Holmes

Quem nunca ouviu falar no detetive mais famoso de todos os tempos? Sherlock Holmes, um homem curioso, excêntrico, louco, metódico, exímio violinista, químico, cientista… E seu fiel escudeiro o Dr. John Watson. Há umas duas semanas atrás, tive a oportunidade de ler três livros de Sir Arthur Conan Doyle, o autor e criador desses maravilhosos personagens: “Um Estudo em Vermelho”, “O Signo dos Quatro” e “A Vampira de Sussex”.

“Um Estudo em Vermelho” é o romance de estreia de Sherlock Holmes. Nele, presenciamos o encontro entre Watson e Holmes. Além de que, vemos o desvendar de uma intrincada trama: Um homem é encontrado morto, sem ferimentos e cercado de manchas de sangue. Em seu rosto, uma expressão de pavor. O caso mostra-se extremamente complicado, mas não para Sherlock Holmes! O livro se divide em duas partes, sendo a primeira narrada por Watson, e a segunda parte o autor escreve um “conto” sobre o “Velho Oeste”. PS: Qualquer semelhança é mera coincidência, você vão saber do que estou falando quando ler o livro 😉

Sinopse: O cadáver de um homem, nenhuma razão para o crime. É a primeira investigação de Sherlock Holmes, que fareja o assassino como um “cão de caça”. Lamentava-se de que “não há mais crimes nem criminosos nos nossos dias”, quando, nesse instante, recebe uma carta a pedir a sua ajuda — o cadáver de um homem foi encontrado numa casa desabitada, mas não há qualquer indício de roubo ou da natureza da morte. Sherlock Holmes não resiste ao apelo, mas sabe que o mérito irá sempre para a Polícia.
Um Estudo em Vermelho (1887), de Arthur Conan Doyle (1859- 1930), é a estreia de Holmes. A história foi editada pela primeira vez na revista Beeton’s Christmas Annual e logo fascinou inúmeros leitores, para quem o endereço do detective — 221B Baker Street, Londres — se tornou uma das ruas mais famosas da literatura. As deduções do investigador são narradas pelo seu amigo, o Doutor John Watson, uma espécie de Sancho Pança de Holmes.

Vale a pena comprar!

“O Signo dos Quatro” segue a mesma linha de “Um Estudo em Vermelho” só que desta vez temos uma moça chamada Mary Morstan pedindo ajuda aos nossos dois amigos: Sherlock e Holmes. Acontece que o pai da moça, um tenente do exército, desapareceu. E, quatro anos após a morte do pai, Mary começa receber a cada ano uma valiosa pérola. Depois de seis anos recebendo pérolas, a moça recebe um bilhete do mesmo remetente das preciosidades marcando um encontro. É aí que se desenrola uma belíssima trama, irresistível para quem gosta.

Sinopse: Nesse livro, o mais famoso detetive da história da literatura universal, Sherlock Holmes, tem um novo mistério para desvendar: quem matou Bartolomeu Sholto e levou o tesouro de Agra? Ao lado do dr. Watson, seu parceiro de investigação, Sherlock Holmes mais vez uma dará ao leitor uma amostra de astúcia e brilhantismo ao desvendar o caso.

Vale a pena baixar!

O livro que mais me chamou a atenção pelo título foi “A Vampira de Sussex”. Afinal, uma vampira? Eu tinha de conferir isso e foi muito… BOM! Um dos melhores livros de romance policial que já li. “A Vampira de Sussex e Outras Histórias” reúne uma extraordinária coleção de casos. Todos narrados pelo Dr. Watson, como de praxe, e solucionados de forma fabulosa por parte de Holmes.

Sinopse: Sherlock Holmes ainda hoje é um dos mais atraentes personagens dos romances policiais. Desvendar crimes que pareciam insolúveis até mesmo para a Scotland Yard, a famosa polícia inglesa, fez do seu nome um sinônimo de detetive . As fascinantes aventuras de Sherlock Holmes, escritas ao longo de quase quarenta anos, são agora apresentadas integralmente em nova tradução para o português, realizada por Antonio Carlos Vilela, autor de diversos livros juvenis de muito sucesso.

VALE A PENA LER TODOS!

Conheça o último personagem de “O Filho de Netuno”

Ontem o site americano da série “The Heroes Of Olympus”, “Os Heróis do Olimpo”, divulgou o último personagem de “O Filho de Netuno”. Infelizmente não pude postar aqui ontem pois estava sem internet. Mas é claro que eu ia postar hoje. E agora, tenho a honra de apresentar-lhes:

Garanhão de Hazel

Também conhecido como Arion, este cavalo faz corredores olímpicos e guepardos sentirem inveja. Ele é muito rápido. E ele também é a arma mais poderosa de Hazel. Ele tem pés ultra-rápidos e uma força bruta impressionante, além de ser o cavalo mais leal que uma garota poderia ter. Arion era, inicialmente, um tesouro real das Amazonas e tem um gosto pitoresco para ouro e outros metais preciosos. O que se faz precioso para o homem, é almoço para Arion.

Hazel é uma semideusa com um passado complicado e, segundo o blog de Rick Riordan, ela tem poderes que nunca vimos antes, vem do lado romano, e está relacionada com um personagem que conhecemos muito bem na série “Percy Jackson”. Que personagem será esse!? Segundo Rick nós iremos nos surpreender. Enfim… Estão aí os seis personagens divulgados! Se você ainda não conheceu os outros, basta pesquisar no aqui no Blog que você irá encontrar.

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