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Éris, a Discórdia.

Éris é a deusa grega da Discórdia. Ela é filha de Nyx, gerada por partenogênese. Tornou-se a mãe de muitos horrores e desgraças que estão presentes no mundo, como a Fadiga, o Esquecimento, a Desilusão, a Fome, as Dores do Corpo e da Alma, as Mentiras, o Ódio, a Desordem, o Erro, as Batalhas, os Combates, as Disputas, os Homicídios, os Massacres, os Litígios, a Falta de Lei e o Espírito dos Juramentos.

Creio que o momento de maior destaque de Éris, em toda a Mitologia, é no que concerne ao estopim da Guerra de Tróia.
Ora, haveria a festa de casamento da deusa Tétis com o tornado imortal Peleu (futuros pais de Aquiles) e homens e deuses haviam sido convidados para as bodas, sendo que esta foi a última vez na qual o divino e o humano partilharam da mesma mesa. Acontece que uma deusa fora esquecida de ser invitada à festa: Éris.

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A deusa era tanto respeitada, quanto temida, e todos meio que “a aturavam”. Afinal, era ela a responsável por aqueles servicinhos que certos deuses preferiam não sujar as mãos. E relembrando aquela velha história da Bela Adormecida, Éris compareceu à festa, “disfarçada” e decidiu punir demasiada alegria. A Senhora foi rapidamente ao Jardim das Hespérides e recolheu um pomo de ouro. Em seguida, com uma agulha, talhou a seguinte inscrição: “À mais bela.”. E deixou-o sobre a mesa do banquete principal. Pomo esse que tornou-se conhecido como o Pomo da Discórdia. Quanta criatividade.

Dado momento da festa, Zeus tomou o pomo e leu a sua inscrição em voz alta. Imediatamente a festa silenciou e todos os olhares foram pousado em três deusas presentes: Atena, Hera e Afrodite. Todos esperavam que o Senhor do Olimpo coroasse uma delas, mas esperto que é, ele disse que aquilo não lhe concernia e ficaria injusto se fosse ele o juiz. E ainda falou que deveria ser alguém de fora da família a tomar a decisão. Então, algum convidado da festa sugeriu que Paris, um pastor de ovelhas, que segundo ele, era muito entendido das mulheres, decidisse quem seria a mais bela.

As três deusas foram ao encontro de Paris. Este ficou todo envaidecido, por ter três deuses à sua frente. Elas até tiraram a roupa para “ajuda” na decisão, o que só o deixou mais enaltecido. Por fim, as deusas tentaram subornar Paris com relação à sua decisão. Hera ofereceu o domínio sobre todos os povos da Ásia; Atena ofereceu torná-lo o mais sábio dos homens e Afrodite prometeu-lhe a mulher mais bela. E como melhor suborno, venceu a terceira.

E com base nessa decisão, deu-se início à Guerra de Tróia. Tudo gerado e semeado por um pouco de Discórdia.

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A Raça dos Ventos!

Os Ventos, na mitologia grega, são cinco deuses: Éolo – O Rei dos Ventos, Bóreas – O Vento Norte, Nótus – O Vento Sul, Eurus – O Vento Leste e Zéfiro – O Vento Oeste. Os Ventos sempre tiveram importância fundamental, porém secundária, na mitologia. Sendo que é pelos ventos que os deuses se teleportam. Neste post, eles serão retratados um por vez. Seguindo a ordem na qual foram apresentados.

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Afrodite – A Mulher dentre Mulheres!

Afrodite é a deusa da beleza, do amor e da procriação.

Afrodite nasceu da espuma do mar. Sim, quando Cronos castrou o pai, Urano, jogou seus testículos ao mar, estes foram fecundos em Tálassa – A Persofinicação Feminina do Mar Primitivo -, e formaram enormes ondas chamadas aphros e desse fenômeno nasceu Afrodite, que foi levada por Zéfiro – O Vento Oeste – para a ilha de Chipre. Ou seja, a Senhora da Beleza, é a mais velha deusa olimpiana.

A Afrodite Uraniana é a Afrodite Celeste, que representa o amor de corpo e alma. O amor mais puro que existe.

Por ser muito bela e por isso fazer com que os deuses brigassem muito entre si, a Senhora do Amor foi fadada  a casar-se com o “deus mais feio do Olimpo”, o deus ferreiro, Hefesto. O seu cônjuge cobriu-lhe com todas as pedras preciosas dos mundo e de quebra presenteou-lhe com um cinto mágico, feito do mais fino ouro e entrelaçado com filigranas mágicas. Cinto este, que quando a deusa usava, fazia com que qualquer um se rendesse aos seus encantos.

Afrodite amava o marido, porém este, em contra-partida, não lhe dava atenção. Dava mais atenção às suas forjas, aos seus autômatos, do que à própria mulher. Então, em protesto, a deusa começou a trair Hefesto com o próprio irmão dele, Ares, e com muitos outros.

A deusa sempre era acompanhada pelas Graças: Aglae – A Brilhante, Tália – A Verdejante e Eufrosina – Alegria da Alma.

Aqui vai uma lista dos vários filhos que Afrodite teve:
Hermafrodito (com Hermes), Eros (deus do amor e da paixão) é filho de HefestoAnteros (com Ares), FobosDeimosHarmonia (com Ares), Himeneu, (com Apolo), Príapo (com Dionísio), Eryx (com Posídon) e Eneias (com Anquises). Os vários filhos de Afrodite, somente demonstram as várias facetas do amor e da paixão.

A deusa também era muito ciumenta quanto a sua beleza. E punia todas as mortais que se atrevessem a dizer que tinham maior beleza que ela, um bom exemplo disso é a Princesa Andrômeda. E dentre as deusas, a que era sua rival era Perséfone.

Quando houve a disputa para saber quem era “A Mais Bela Deusa”, Afrodite ganhou, prometendo a Páris que ele teria a mulher mais bela do mundo: Helena de Tróia. (O que posteriormente desencadeou a Guerra de Tróia – Ilíada e ainda depois a Odisséia).

A Senhora da Paixão amou e foi amada por muitos deuses. Mas isso não significa que todas as mulheres devam ser assim. Afrodite apenas demonstra às mulheres a faceta mais bela e libertina da paixão e o que no fundo, no fundo, cada uma delas esconde: o segredo mais profundo, as fantasias mais profundas de uma mulher.

Hefesto – O Deus Ferreiro!

Hefesto é o deus do fogo, dos metais e da metalurgia. Pode ser também considerado como um deus dos ofícios, assim como sua irmã, Atena.


Hefesto, Afrodite e Eros.

O Senhor do Fogo é o ferreiro divino. É muito conhecido por ser o produtor do Raio de Zeus e do Tridente de Poseidon. Assim como de Pandora, a primeira mulher mortal, a qual abriu a “Caixa de Pandora” e libertou os males no mundo e desposeu Epimeteu. Também é famoso por ter forjado a rede que prendeu Afrodite e Ares e os deixou serem ridicularizados frente a todos os outros deuses.

O deus é filho de Zeus e de Hera. No entanto nasceu digamos que muito feio. Por essa razão sua mãe, Hera, o atirou do Olimpo ao mar. E nessa queda, acabou ficando coxo. No mar, foi acolhido por Tétis e Eurínome, ambas filhas de Oceano. Após a idade adulta, Hefesto retornou ao Olimpo e por ordem de seu pai, Zeus, desposou Afrodite, a deusa do amor.

Hefesto cobriu a esposa com muitas jóias e metais preciosos. E também com um maravilhoso cinturão mágico que quando a deusa usava, ninguém resistia aos seus encantos. O que, cá entre nós, não fui uma coisa muito sábia do Corno do Olimpo ter feito.
Há quem diga que Afrodite realmente amava o marido, porém como esse só dava atenção às suas obras a deusa o traia com a finalidade de chamar-lhe a atenção e fazer com que ele lhe fizesse as devidas honras.
Há também que diga que o deus divorciou-se de Afrodite e casou-se com a Graça. (Cadê a Graça? Será que tá no meu bolso? KKK – CU!)

O Deus dos Metalúrgicos instalou forjas nos interiores dos vulcões e também construiu para si um belíssimo palácio de bronze com vários servos autômatos.

O Senhor dos Metais não teve filhos com Afrodite. Somente teve um filho com Atena e Gaia: Hefesto sempre deu investidas em Atena, porém a deusa não lhe retornava. E um dia ele a quis molestar. Agarrou-a a força e ejaculou em seu colo. A deusa, enojada, tomou um lenço e limpou o sêmen do deus, em seguida, atirando-a a terra. Gaia, se aproveitou e deixou-se fecundar pelo deus, gerando o semi-deus. Atena criou o filho escondida dos outros deuses. Mais informações sobre o ocorrido, clique aqui.

Pelos dias de hoje, vemos que Hefesto deixou um belo legado para nós, seres humanos. Somos exímios manejadores da metalurgia e com um empurrãozinho de Prometeu somos excelentes dominadores do fogo. Um viva ao Senhor do Fogo e da Metalurgia!

Ares – O Senhor da Guerra!

Ares é o deus da Guerra Selvagem. Ao contrário de muitos dizerem que ele é o deus da guerra, isso não se aplica devidamente porque também temos Atena que como divindidade da guerra. E o que diverge os dois é que Atena é a deusa da Guerra Estratégica e Ares da Guerra Selvagem.

Ares é filho de Hera e de Zeus. Sendo assim, é irmão de Hefesto e Hebe. E meio irmão de Atena, Ártemis, Apolo, Dionísio, Hermes, Héracles entre tantos outros.
Tem uma forte rivalidade com Atena e em todas as ocasiões em que eles se enfrentam, a deusa sempre ganha. O que nos mostra que a inteligência sempre triunfa sobre a força bruta.

Para cumprir as suas “funções” o deus da guerra possui alguns ajudantes: Deimos, o terror. Phobos, o medo e Éris, a discórdia.
Ares tem uma sede implacável de sangue e vitória, um dos motivos que o leva sempre a perder para Atena: ele não pensa antes de agir, age por um impulso insaciável e obsoleto.

O Senhor da Guerra é o amante da deusa da beleza, Afrodite. Um caso que já foi exposto e mostrado à todo Olimpo, causando vergonha e deixando a situação ridícula. Sucedeu-se que: Os dois estavam transando em uma sala de Hefesto, porém Hélios (o Deus-Sol) viu o incidente e foi prontamente avisar Hefesto. O deus ferreiro fez uma rede fina e resistente como o diamante para pegar os dois; e no momento apropriado Hefesto lançou a rede que prendeu os dois. O corno não satisfeito, chamou todo o Olimpo para ver a vergonha dos outros dois deuses, que obviamente ficaram mortos de vergonha.

Na Guerra de Tróia, por causa de Afrodite, Ares tomou o partido de Tróia ficando frente a frente em batalha com Atena, que havia permanecido do lado da Grécia, o que de certo modo foi um fator decisivo para que os gregos vencessem a guerra.

Ares e Afrodite tiveram alguns filhos: Anteros, Deimos, Harmonia e Phobos.

Ultimamente, Ares tem triunfado bastante sobre a humanidade. As guerras estão tornando-se cada vez mais sangrentas e sem motivos. Devemos orar muito à Harmonia para que toque o coração de nós, mortais

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