Posts Tagged ‘ Atena ’

Éris, a Discórdia.

Éris é a deusa grega da Discórdia. Ela é filha de Nyx, gerada por partenogênese. Tornou-se a mãe de muitos horrores e desgraças que estão presentes no mundo, como a Fadiga, o Esquecimento, a Desilusão, a Fome, as Dores do Corpo e da Alma, as Mentiras, o Ódio, a Desordem, o Erro, as Batalhas, os Combates, as Disputas, os Homicídios, os Massacres, os Litígios, a Falta de Lei e o Espírito dos Juramentos.

Creio que o momento de maior destaque de Éris, em toda a Mitologia, é no que concerne ao estopim da Guerra de Tróia.
Ora, haveria a festa de casamento da deusa Tétis com o tornado imortal Peleu (futuros pais de Aquiles) e homens e deuses haviam sido convidados para as bodas, sendo que esta foi a última vez na qual o divino e o humano partilharam da mesma mesa. Acontece que uma deusa fora esquecida de ser invitada à festa: Éris.

Eris_Antikensammlung_Berlin_F1775

A deusa era tanto respeitada, quanto temida, e todos meio que “a aturavam”. Afinal, era ela a responsável por aqueles servicinhos que certos deuses preferiam não sujar as mãos. E relembrando aquela velha história da Bela Adormecida, Éris compareceu à festa, “disfarçada” e decidiu punir demasiada alegria. A Senhora foi rapidamente ao Jardim das Hespérides e recolheu um pomo de ouro. Em seguida, com uma agulha, talhou a seguinte inscrição: “À mais bela.”. E deixou-o sobre a mesa do banquete principal. Pomo esse que tornou-se conhecido como o Pomo da Discórdia. Quanta criatividade.

Dado momento da festa, Zeus tomou o pomo e leu a sua inscrição em voz alta. Imediatamente a festa silenciou e todos os olhares foram pousado em três deusas presentes: Atena, Hera e Afrodite. Todos esperavam que o Senhor do Olimpo coroasse uma delas, mas esperto que é, ele disse que aquilo não lhe concernia e ficaria injusto se fosse ele o juiz. E ainda falou que deveria ser alguém de fora da família a tomar a decisão. Então, algum convidado da festa sugeriu que Paris, um pastor de ovelhas, que segundo ele, era muito entendido das mulheres, decidisse quem seria a mais bela.

As três deusas foram ao encontro de Paris. Este ficou todo envaidecido, por ter três deuses à sua frente. Elas até tiraram a roupa para “ajuda” na decisão, o que só o deixou mais enaltecido. Por fim, as deusas tentaram subornar Paris com relação à sua decisão. Hera ofereceu o domínio sobre todos os povos da Ásia; Atena ofereceu torná-lo o mais sábio dos homens e Afrodite prometeu-lhe a mulher mais bela. E como melhor suborno, venceu a terceira.

E com base nessa decisão, deu-se início à Guerra de Tróia. Tudo gerado e semeado por um pouco de Discórdia.

Anúncios

O Triste Conto de Cadmo

Em uma era engolida pelas areias do tempo viviam os Fenícios, mais precisamente a família real: Agenor, o rei, e seus dois filhos Cadmo e Europa. Acontece que um dia, Zeus, em forma de touro raptou Europa. Agenor então ordenou a seu filho que saísse à procura da irmã e que não retornasse sem ela. E assim foi feito. E Cadmo vagou por muitos lugares e por muito tempo sem conseguir encontrar a irmã, mas o orgulho não o deixava retornar. Já que não conseguia encontrar sua irmã resolveu consultar o Oráculo de Apolo, para saber em qual país deveria morar a partir de agora. O Oráculo respondeu que ao sair Cadmo encontraria uma vaca e que essa vaca deveria ser seguida, e onde ela parasse ali devia ser fundada uma cidade de nome Tebas.

Assim que saiu da gruta Cadmo avistou a vaca e começou a segui-la. Não demorou muito para que ela parasse e começasse a mugir (na planície de Panapo). O homem observou todo o território e deu graças aos deuses, querendo imediatamente oferecer um sacrifício a Zeus. Para o sacrifício mandou que seus homens encontrasse água pura para a libação. Por perto havia um bosque que nunca fora penetrado por homens antes, e no bosque havia uma gruta formada por uma abóboda baixa que dava uma excelente fonte de água. A caverna era o lar de uma enorme serpente.

A serpente tinha uma grande crista e escamas que brilhavam como ouro. Seus olhos flamejavam como fogo, o corpo era repleto de veneno e a boca tinha uma língua tríplice e três fileiras de dentes. E assim que os servos de Cadmo colocaram suas vasilhas para pegar água na fonte a serpente acordou e os homens ficaram sem cor. O monstro levantou-se e vendo os homens imobilizados de medo matou-os com o corpo, com os dentes e com a respiração.

Cadmo esperara meio dia pelo retorno de seus homens, e sem aguentar mais aguardar partiu em busca de seus servos. Logo ao entrar no bosque viu os corpos dilacerados e exclamou:
– Oh, fieis amigos! Hei de vingar-vos ou compartilhar vossa morte. 

Assim dizendo, avançou contra a serpente atirando-lhe uma enorme pedra que destroçaria fortalezas, mas que no monstro não surtiu o menor efeito. E começou uma terrível luta que teve seu clímax com o lançamento de um dardo por parte de Cadmo. Dardo este que infiltrou-se na pele da serpente. Esta, furiosa, tentou arrancar mas só piorou o ferimento. Aproveitando-se do momento, o homem investiu contra o serpente com sua lança acertando-lhe no flanco e apregoando-a contra uma árvore. 

Com a vitória o futuro rei de Tebas ouviu em sua cabeça a voz de Atena que dizia para tomar os dentes da serpente e semeá-los na terra. Assim fez. Não demorou muito tempo para que da terra surgissem pontas de lanças, seguidas de elmos, ombros, peitos, enfim, uma horda de soldados. Assustado com o que havia acontecido, Cadmo já se preparava para enfrentar os novos “inimigos” quando foi inspirado de novo a lançar uma pedra no meio deles. E um dos soldados disse:
– Não te intrometas em nossa guerra civil.
Dito isso, os soldados começaram a atacar uns aos outros e um por um foram caindo, até que restaram apenas cinco, que atiraram as armas foram e gritaram:
– Vivamos em paz, irmãos!
Esses cinco uniram-se a Cadmo para fundarem a cidade de Tebas.

Finalmente “em paz” Cadmo casou-se com Harmonia, uma filha de Afrodite. Os próprios deuses desceram do Olimpo para prestigiar o casamento e Hefesto, em pessoa, presenteou a noiva com um belíssimo colar de sua própria autoria. Mas ora, o infortúnio estava pousado sobre a família de Cadmo: Suas filhas e seus netos tiveram mortes horríveis, por causa da serpente que o patriarca havia matado tanto tempo atrás, serpente esta que era consagrada à Ares. Por conta disso, Harmonia e o esposo deixaram Tebas para irem viver no país dos enquelianos, onde também reinaram. 

Todavia, o fato de ter mudado de país não alterara a má sorte em nenhum aspecto e os filhos continuavam morrendo. Então, um dia, Cadmo exclamou:
– Se a vida de uma serpente é tão cara aos deuses, eu preferia ser uma serpente.
Mal dizendo isto, imediatamente o corpo do homem começou a metamorfosear-se e ele virou uma serpente. Harmonia ficou desesperada e pediu aos deuses para que pudesse acompanhar o marido em sua nova forma. Então foram viver nos bosques, sem evitar os homens e sem faz mal a quem quer que fosse. 

Hefesto – O Deus Ferreiro!

Hefesto é o deus do fogo, dos metais e da metalurgia. Pode ser também considerado como um deus dos ofícios, assim como sua irmã, Atena.


Hefesto, Afrodite e Eros.

O Senhor do Fogo é o ferreiro divino. É muito conhecido por ser o produtor do Raio de Zeus e do Tridente de Poseidon. Assim como de Pandora, a primeira mulher mortal, a qual abriu a “Caixa de Pandora” e libertou os males no mundo e desposeu Epimeteu. Também é famoso por ter forjado a rede que prendeu Afrodite e Ares e os deixou serem ridicularizados frente a todos os outros deuses.

O deus é filho de Zeus e de Hera. No entanto nasceu digamos que muito feio. Por essa razão sua mãe, Hera, o atirou do Olimpo ao mar. E nessa queda, acabou ficando coxo. No mar, foi acolhido por Tétis e Eurínome, ambas filhas de Oceano. Após a idade adulta, Hefesto retornou ao Olimpo e por ordem de seu pai, Zeus, desposou Afrodite, a deusa do amor.

Hefesto cobriu a esposa com muitas jóias e metais preciosos. E também com um maravilhoso cinturão mágico que quando a deusa usava, ninguém resistia aos seus encantos. O que, cá entre nós, não fui uma coisa muito sábia do Corno do Olimpo ter feito.
Há quem diga que Afrodite realmente amava o marido, porém como esse só dava atenção às suas obras a deusa o traia com a finalidade de chamar-lhe a atenção e fazer com que ele lhe fizesse as devidas honras.
Há também que diga que o deus divorciou-se de Afrodite e casou-se com a Graça. (Cadê a Graça? Será que tá no meu bolso? KKK – CU!)

O Deus dos Metalúrgicos instalou forjas nos interiores dos vulcões e também construiu para si um belíssimo palácio de bronze com vários servos autômatos.

O Senhor dos Metais não teve filhos com Afrodite. Somente teve um filho com Atena e Gaia: Hefesto sempre deu investidas em Atena, porém a deusa não lhe retornava. E um dia ele a quis molestar. Agarrou-a a força e ejaculou em seu colo. A deusa, enojada, tomou um lenço e limpou o sêmen do deus, em seguida, atirando-a a terra. Gaia, se aproveitou e deixou-se fecundar pelo deus, gerando o semi-deus. Atena criou o filho escondida dos outros deuses. Mais informações sobre o ocorrido, clique aqui.

Pelos dias de hoje, vemos que Hefesto deixou um belo legado para nós, seres humanos. Somos exímios manejadores da metalurgia e com um empurrãozinho de Prometeu somos excelentes dominadores do fogo. Um viva ao Senhor do Fogo e da Metalurgia!

%d blogueiros gostam disto: