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“Vinte anos, duas pessoas, um dia”

Confesso a você que o gênero romance não é um que costume andar em minhas boas graças. Acontece que hoje em dia – ou talvez sempre tenha sido assim, – é tudo clichê demais e eu não tenho a menor paciência para essas histórias de amor super melosas que sempre terminam com aquele já tão esperado final feliz. É tão irreal, ou quase, e tão completamente previsível, que não há graça em ler. Afinal, nós já sabemos que os “mocinhos” irão ficar juntos e que nada, nem ninguém, irá separá-los de sua estupenda felicidade final.
Talvez seja por isso que “Um Dia” tenha despertado tanto a minha atenção e atinado a minha curiosidade, por não se tratar apenas de mais um clichê romântico, mas de uma verdadeira história, com altos e baixos, e exemplos dos quais podemos tirar verdadeiras lições.

A obra é escrita por David Nicholls, um ator e escritor, formado em literatura e teatro inglês pela Bristol University, que também é autor dos romances “Uma Questão de Atração” e “Resposta Certa” (todos já publicados no Brasil).

O romance conta a história e a vida de dois ex-colegas de universidade, Emma Morley e Dexter Meyhew, após uma noitada depois da formatura, no dia 15 de Julho de 1988. Depois dessa noite, os dois percorrem os caminhos de suas vidas de acordo com suas escolhas, mas sem nunca se esquecer daquela incrível noite. Então, o livro vai percorrer ao longo de vinte anos, contando os encontros e desencontros de Emma e Dexter, através do tempo. Suas vidas depois da formatura, empregos, aventuras amorosas, desventuras e tudo o mais que possa – e deva, – ser contado.

Sinopse:

Um Dia

Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro. Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas – vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois. Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.

“Um livro sensacional. Sensacional.” Esse é o comentário do The Times na capa do livro, e creio eu que seja a designação perfeita. É simplesmente sensacional. A relação entre os dois, Emma e Dexter, é tão arrebatadora e controversa; um choque de personalidades tão profundo e cativante, que a única coisa que você quer fazer ao ler o livro é continuar lendo-o sem parar, porque você nunca sabe o que pode acontecer. A cada novo capítulo/ano pode surgir um novo dilema inesperado. É a vida como ela realmente é.

No início da resenha, eu me referia aos clichês. Tá. Neles sempre têm aquela reviravolta básica na trama, para dar um pouco mais de ação. É aquela velha história da vilã piranha, ou do vilão cachorro que sempre quer acabar com a felicidade perfeitíssimo do Casal 20. Bem, esqueçam essa história. Nada de preconceitos com Um Dia. Em dado momento Dexter e Emma podem estar juntos, no outro, não mais. Podemos observar quão árduo é manter um relacionamento, amoroso ou não. Principalmente as relação de amizade, que é o que mantém esse casal unido, seja por um pequeno elo, ao longo de vinte anos.

A escrita desenvolve-se plenamente e a leitura flui de maneira bem gostosa. Digamos que não há monotonia, você sempre fica querendo saber mais da vida dos protagonistas, até porque eles não estão grudados o tempo todo. Cada um vai vivendo a sua vida, do modo que mais lhe convém, encontrando-se vez por outra. O modo de narração realmente fez uma diferença enorme no ritmo do livro, porque estabeleceu uma relação única com relação ao ritmo da narrativa, deixando-a no ponto exato. Sem que ficasse lenta ou corrida demais em dados momentos. Até porque, vinte anos é tempo de sobra.

Enfim, eu realmente só tenho elogios a fazer a essa fantástica obra. No que diz respeito ao final, acredito que muitos dos leitores ficaram um tanto quanto decepcionados. Não que tenha sido ruim, ou algo do gênero… Leia, você entenderá. Eu recomendo muito, muito mesmo essa leitura. Posso garantir que não trará arrependimentos.

A propósito, já foi  lançado um filme sobre o livro, também chamado “Um dia”. Ele é de 2011, foi dirigido por Lone Sherfig e dura 108 minutos. Eu ainda não assisti mas, segundo Larissa, o filme é tão bom quanto o livro.

Na formatura de 1988, Emma (Anne Hathaway) e Dexter (Jim Sturgess) passam a noite juntos e desde então, todo ano, no dia 15 de julho eles se encontram. Até que finalmente, depois de 20 anos, eles percebem que são feitos um para o outro.

Boa leitura e bom filme!

Ao país que não sabe ler

Mais uma semana vai se acabando e, junto com ela, mais uma postagem minha. Numa semana onde teve a morte do Niemeyer (homem que já pensavam em usar como prova da existência dos highlanders), vários assuntos interessantes brotam. Fui instintivamente moldado a abortar o comunismo, as obras do que muitos chamam de “o maior arquiteto brasileiro” (e quem sou eu para discordar?), assim como a interferência no estado a partir de um simples civil que não tinha poderes políticos oficiais ou cargo em grandes corporações. Mas, sendo sincero, nunca li “O Capital” completo, não conheço muito mais que cinco obras projetadas por ele e nem posso comentar muito sobre suas interferências na vida social além das piadas por sua idade de três dígitos. Mas essa não foi a única novidade que me despertou interesse, a chegada da Amazon no Brasil também.

A empresa, fundada em 1994, demorou 18 anos para chegar ao Brasil (vejam, estavam esperando ela ficar de maior), e, mesmo que o Kindle ainda não tenha sido lançado, os preços atrativos já são o bastante. Tirando toda aquela história sobre atos que ferem a ética de negócios cometida pela Saraiva, há de se questionar a demora para uma empresa tão grande chegar num país com 200 milhões de habitantes. Protecionismo, políticas estranhas, desinteresse com a língua portuguesa – teorias são várias, e, como não trabalho com o negócio de livrarias, nenhuma pode ser comprovada, mas há uma verdade a ser reconhecida e distancia qualquer rede de livraria daqui: brasileiro não gosta de ler (ou, mesmo, não sabe ler “funcionalmente”). Aqui até distancio da qualidade da leitura (não irei usar o jargão de que toda a leitura é construtiva), mesmo que seja Stephenie Meyer, o ato de decifrar letras incomoda grande parte da nação – mesmo que haja 200 milhões de habitantes, grande parte não leem fluentemente o bastante para sentir prazer com a leitura, ela passa a ser irritante.

Podendo soar um tanto soberbo, mas com um certo tom de sinceridade, a Amazon demorou tanto para vir porque somos burros. Não se vende livro para quem não sabe ler; não duvido que essa tenha sido uma das principais questões abordadas nas reuniões. Ainda que agora se tenha um público bastante aberto a aventuras juvenis e, num outro lado, histórias de auto-superação e auto-ajuda, o hábito da leitura, mesmo como fonte de informação, é algo excluso na cultura brasileira. É um país acostumado a tudo embalado e mastigado para ser exibido em forma de meio áudio-visual de qualidade televisava, não é de se admirar que uma empresa especializada em linguagem escrita tenda a demorar para chegar aqui.

À insegurança da segurança pública

E voltemos à nova coluna semanal. Depois de uma semana e muito assunto matutando na minha cabeça (acredite, são muitos, mesmo – vão da não legalização do aborto até como os militares mataram o cinema brasileiro), eis que vim discursar sobre aquele ao qual prometi falar na semana passada: a insegurança pública atual. Para tal, poderia começar com uma pequena pergunta: quem aqui se sente seguro em andar pelas ruas?

Eu, como sobrevivente de sete tentativas de assalto (nunca conseguiram levar nada), estou habilitado a dizer que não. É o medo constante de ser assaltado ou, mesmo, assassinado. Mas esquecerei o “eu” nessa coluna, é uma coluna de crítica a sociedade (ou, ao menos, assim se diz), não é algo de cunho pessoal; a questão vai além do fato de tentarem me assaltar ou se tenho medo que alguém me mate, a insegurança social vai muito além de um único indivíduo. Na verdade, a questão da insegurança vai além da própria segurança, a sociedade de hoje colhe frutos plantados há muito tempo em várias áreas da atuação do estado; a maioria erros cometidos pelo governo ditatorial das décadas de 1960 e 1970 –  esses, principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo, sedes de organizações que facilmente podem emular as máfias ítalo-americanas. Tudo numa época onde a união da queda da qualidade do ensino público e a falta de distinção de presos políticos e pequenos criminosos levaram aos traficantes terem conhecimento de práticas de guerra e contatos com grandes cartéis de cocaína e armas.

Mas não foi apenas a ditadura; a falta de segurança pública e domínio das grandes organizações criminosas também nascem de políticas completamente erradas por parte do estado. O Brasil é um país onde ser traficante é mais lucrativo do que ter um trabalho legal; impostos, burocracia, educação deficiente, tudo empurra a caminho da melhor saída. É um problema cuja solução vai além de apenas matar os criminosos ou prendê-los; de nada adianta fazê-lo se sempre nasce mais. É algo que seria solucionado em um tempo próximo a duas décadas – muito mais tempo do que o mandado de políticos, isso foge das exigências imediatistas que a população brasileira foi acostumada com a adoção das cotas em universidades públicas e bolsa família.

Talvez a minha constatação final enquanto pensava sobre o assunto foi pessimista de mais (ou realista). É uma constatação onde o herói dos nossos tempos, o grandioso Capitão Nascimento nada mais é que uma sátira dessa solução imediatista e falha (assim como o Robocop – que terá um remake também dirigido pelo Padilha). Gostaria de levantar uma bandeira dando-nos a solução para parar de temer sair de casa a noite, mas não tenho nada que seja funcional e creio que ninguém o tenha. Vivemos num eterno ciclo onde, a cada volta, a situação apenas piora, não creiamos que, no ritmo que está, os nossos filhos viverão num país mais seguro.

“Oh Bella.” “Oh Edward.”

Eu, como Potterhead que sou, sempre ouvi a comparação que faziam entre Harry Potter e Twilight e sempre achei a segunda saga um cu, principalmente com os filmes. Nunca havia lido os livros. Mas uma amiga me disse: Rapaz, não se fie pelos filmes, leia os livros. São bons. Resolvi seguir seu conselho e li “Crepúsculo”, livro que resenharei agora. Apesar de ter que confessar: Demorei mais de um mês lendo isso. Porque viu…

O romance, ou melhor, toda a série é escrita por Stephenie Meyer. Após escrever Crepúsculo (Twilight), a autora ganhou 3 prêmios: um do NY Times e dois da Associação das Bibliotecas Americanas. Crepúsculo é o seu primeiro romance. Depois da sua publicação, Stephenie foi escolhida como um dos “novos autores mais promissores de 2005” pela Publishers Weekly. O sucesso desta obra lhe rendeu contratos de adaptação para o cinema, produtos e o planejamento de novas obras com a Little, Brown and Company.

O livro conta a história de Isabella Swan, uma jovem de 17 anos que muda-se para uma cidadezinha nublada, no fim do mundo, chamada Forks, onde teria que viver com seu pai, o qual mal conviveu a vida inteira. Chegando à cidade, a jovem desajeitada, desengonçada e estabanada  vê-se fixada e “hipnotizada” por um dos seus colegas de classe. Edward Cullen. Que por acaso é um vampiro. E além dele, ainda há outros de seus “amigos” que é apaixonado por ela, Jacob Black.  Mas é claro que ela não sabe de nenhuma dessas coisas. E calma, não é nenhum spoiler.

No geral, apesar das várias críticas, eu não acho que Crepúsculo seja um mau livro. Creio que seja a “história” certa nas mãos erradas. Porque, convenhamos, J.K. foi um gênio quando inovou a ideia que nós tínhamos bruxos. Quem sabe um outro autor, que não fosse Meyer, pudesse ter feito isso com Crepúsculo. E se não houvesse tanto romance, mas mais ação, quem sabe a coisa pudesse ter engrenado de uma outra maneira.

A ideia que eu tenho da obra é que a autora pôs todas as suas fantasias de quando adolescente no livro. Todas as suas esperanças, seus sonhos e suas maiores fantasias. E se o fez, conseguiu fazê-lo de uma maneira muito, muito estapafúrdia. Particularmente, levei mais de um mês lendo o livro. Porque eu ia lendo, tava legal, mas de repente havia coisas tão monótonas. Por exemplo, os dilemas de Bella. Que por sinal, são muito chatos. São coisas do tipo: Ah, será que eu deveria ficar com ele? Mas e se isso não for bom? Será que ele vai me matar? Será que ele é mesmo um vampiro?

Porém, uma parte realmente cômica, é quando ela descobre que Edward realmente é um vampiro. A garota acha tudo perfeitamente normal. É como se você estivesse frente à uma fera, e a fera dissesse que iria te matar. Só que ao invés de fugir, você fica, e ainda por cima se apaixona por essa fera. O que de certo modo, é bem isso que acontece.

A coisa adquire um tom tão idiota, tão molenga, que a história não consegue fluir direito. Tipo, você acha que a ação tá vindo. Mas não tá. E quando realmente vem, não é daquele jeito que você esperava. É tudo desenvolvido de uma maneira muito fraca.

Um dos únicos pontos bons de todo o livro/saga é que instiga algumas pessoas à leitura. O que é realmente muito, muito, muito bom. Todavia, na minha opinião, bom apenas nisso. Pois, para uma pessoa que já está acostumada a ler, esse livro é uma das maiores merdas já escritas. Pra vocês terem uma noção, o romance me deixou em tal estado de inércia, que eu mal me dignei a ler os livros restantes. 

Crepúsculo poderia ser como qualquer outra história não fosse um elemento irresistível: o objeto da paixão da protagonista é um vampiro. Assim, soma-se à paixão um perigo sobrenatural temperado com muito suspense, e o resultado é uma leitura de tirar o fôlego – um romance repleto das angústias e incertezas da juventude – o arrebatamento, a atração, a ansiedade que antecede cada palavra, cada gesto, e todos os medos. Isabella Swan chega à nublada e chuvosa cidadezinha de Forks – último lugar onde gostaria de viver. Tenta se adaptar à vida provinciana na qual aparentemente todos se conhecem, lidar com sua constrangedora falta de coordenação motora e se habituar a morar com um pai com quem nunca conviveu. Em seu destino está Edward Cullen.

Crepúsculo

Ele é lindo, perfeito, misterioso e, à primeira vista, hostil à presença de Bella o que provoca nela uma inquietação desconcertante. Ela se apaixona. Ele, no melhor estilo “amor proibido”, alerta: Sou um risco para você. Ela é uma garota incomum. Ele é um vampiro. Ela precisa aprender a controlar seu corpo quando ele a toca. Ele, a controlar sua sede pelo sangue dela. Em meio a descobertas e sobressaltos, Edward é, sim, perigoso: um perigo que qualquer mulher escolheria correr.

Nesse universo fantasioso, os personagens construídos por Stephenie Meyer – humanos ou não – se mostram de tal forma familiares em seus dilemas e seu comportamento que o sobrenatural parece real. Meyer torna perfeitamente plausível – e irresistível – a paixão de uma garota de 17 anos por um vampiro encantador.

“Mockingjay” me deixou na Esperança.

Eu devo admitir que “A Esperança” foi o livro da trilogia que eu mais fiquei ansioso para ler. Não porque ele era o último, nem nada, mas foi porque eu realmente me apaixonei por Jogos Vorazes depois que li “Em Chamas”. E fiquei à espera de um grande final, que fosse arrebatador, que me deixasse boquiaberto e eu consegui isso. Não do modo que esperava, mas consegui.

Logo no início do livro a minha curiosidade foi satisfeita com relação ao Distrito 13. Você é apresentado a ele e descobre como ele conseguiu se virar por setenta e cinco anos. Do mesmo modo que você é apresentado à Presidenta Coin. Devo confessar que a primeira impressão que tive da mulher é que ela  era igual a Snow, com a única e exclusiva diferença que Snow está do lado da Capital e Coin do lado dos rebeldes. O que mais tarde se confirmou uma verdade, quem leu o livro entende.

Mas um fato que eu realmente adorei nesse livro, e talvez nos outros, mas com mais evidência nesse, foram os sentimentos de Katniss. Você conseguia senti-los, era como se você estivesse nos Distrito 13, com todas as indecisões e temores dela. E mais do que isso, as lições que são transmitidas nas linhas e nas entrelinhas do livro. Mensagens acerca de paz, da guerra e uma intensa reflexão em torno disso tudo. Pelo menos eu senti isso.

Porém, uma coisa que me deixou muito indignado foi o rumo que algumas coisas tomaram. Katniss, por exemplo, foi praticamente uma louca o livro inteiro. E isso meio que me deixou bolado. (“Bolado” foi ótimo, eu ri de mim.). Os segredos revelados no livro com relação a Snow também foram muito legais e tal. 

Todavia, eu ainda acho que o livro foi mal terminado. Acho sim, porque ficaram muitas lacunas abertas com relação a alguns personagens “secundários”. Você não sabe o que aconteceu com eles, e se por algum acaso a autora diz fica de uma maneira muito vaga. Você fica sem saber o que aconteceu com a Capital e só fica com uma simples visão do que aconteceu a Katniss, que por sinal, eu não gostei. Fora o título do livro, A Esperança, que eu achei um completo absurdo. Porque, por favor, né, isso não tem nada a ver com o livro. Já que mockingjay foi traduzido como Tordo, que fosse Tordo então o nome do terceiro livro. Ficaria com muito mais sentido.

Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais de lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. 

A EsperançaA coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo. 
O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra? 
Acompanhe Katniss até o fim do thriller, numa jornada ao lado mais obscuro da alma humana, em uma luta contra a opressão e a favor da esperança.

Ganhe ou Morra!

Quando um livro tende a ser um sucesso, não importa quanto tempo passe desde o seu lançamento até que ele seja reconhecido. Se o destino assim quiser, será. E foi exatamente assim que aconteceu com “A Guerra dos Tronos”, o livro do qual falarei hoje. Lançado em 1996, apenas recentemente o romance conquistou o devido “respeito” e aceitação por parte de um grande público.

Em minhas várias andanças às livrarias da vida, sempre via o livro. Mas confesso que tinha um certo receio de comprá-lo e/ou lê-lo. Porque, convenhamos, o livro é enorme. Porém, um dia, eu estava sem fazer nada, zapeando os canais, quando paro na HBO e está passando um seriado chamado “Game of Thrones”, o primeiro episódio por sinal. Como estava “de prega”, fui assistir. E me apaixonei pelo seriado. Acompanhei a temporada inteira e fiquei apaixonado por aquele universo. Quão grande não foi a minha surpresa ao descobrir que se tratava da adaptação daquele livro que eu havia desprezado (não julgue um livro pelo tamanho. haha’).

Não que eu tenha medo de livros grandes, muito pelo contrário, e me arrependi profundamente de não ter lido a obra antes. É muito perfeito. E a série é realmente muito fiel ao livro, além de ter me ajudado bastante a entender e memorizar personagens. Visto que são inúmeras pessoas, casas, nobres e você se perde no meio de tanta gente.

O livro é o primeiro de uma série de sete livros, escritos por George. R. R. Martin. Inicialmente a proposta da saga era de ser uma trilogia, mas com o tempo foi aumentando, e atualmente esperamos por sete romances. O primeiro romance do autor foi “A Morte da Luz” (1977), que foi recentemente trazido pela Leya, editora que também publica As Crônicas de Gelo e Fogo (nome da série de livros). George tem 64 anos e é roteirista e escritor de ficção científica, terror e fantasia. Ele começou a escrever seus contos em 1970. Podemos observar seus dotes no que diz respeito à terror em “Ruas Estranhas“, uma coletânea, que conta com diversos autores escrevendo sobre terror urbano. Frequentemente Martin é comparado a Tolkien, e eu, sem sobra de dúvidas, acho que ele seja realmente melhor. Ao contrário de Tolkien, George não tem certos pudores no que diz respeito às descrições e ações. Ele os demonstra vividamente, e torna os seus personagens os mais reais possíveis, apesar de ser uma ficção. E ele mesmo admite e brada isso aos quatro ventos.

O romance é narrado sob diversos pontos de vista. A história principal foca-se na vinda de Lorde Eddard Stark a Porto Real, a pedido do próprio rei de Westeros, Robert Baratheon, para tornar-se a Mão do Rei, um conselheiro pessoal e executor das tarefas do reino. Digamos que um faz tudo, e também principal conselheiro militar. Lorde Eddard, à princípio, fica meio receoso de ir à cidade real e deixar sua família. Mas uma carta da irmã de sua mulher muda tudo: A antiga Mão era esposo dela, e na carta ela dizia que ele havia sido assassinado. Acontece que a antiga Mão, Jon Arryn, fora tutor de Eddard e de Robert. Ned então sente-se no dever de investigar a morte do antigo mestre e quiçá vingá-lo. Movido por isso, ele muda-se para Porto Real. Afim de proteger seu amigo e saber mais da morte de seu mestre.

Todavia, ele não vai sozinho. Leva consigo suas duas filhas, Arya e Sansa. Sendo que a segunda acaba sendo prometida ao príncipe Joffrey. Chegando na corte, Lorde Stark vê-se envolvido num perigoso jogo, cercado de tramas e mentiras, o Jogo dos Tronos. Afinal, o que não se faz pelo poder?! A única coisa que resta a Eddard é procurar a verdade, e ele o faz com muita, muita honra. Paralelo a isso, temos outras variadas histórias.

Acompanhamos Daenerys Targaryen, uma jovem de 14 anos e seu irmão Viserys, de 21. Os últimos remanescentes da Dinastia Targaryen. Ao mesmo tempo que somos expectadores da Muralha e do caminho de Jon Snow. 

SINOPSE:
A Guerra dos Tronos
Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, aceita a prestigiada posição de Mão do Rei oferecida pelo velho amigo, o rei Robert Baratheon, não desconfia que sua vida está prestes a ruir em sucessivas tragédias. Sabe-se que Lorde Stark aceitou a proposta porque desconfia que o dono anterior do título fora envenenado pela manipuladora rainha – uma cruel mulher do clã Lannister – e sua intenção é proteger o rei. Mas ter como inimigo os Lannister pode ser fatal: a ambição dessa família pelo poder parece não ter limites e o rei corre grande perigo. Agora, sozinho na corte, Eddard percebe que não só o rei está em apuros, mas também ele e toda sua família.

Este, sem sombra de dúvidas, é um dos melhores livros que eu já li na vida. A história, a princípio confusa, mostra-se muito bem construída no decorrer das páginas. No início da resenha, disse que estava meio temeroso com relação ao número de páginas. Mas quando você vai saboreando e descobrindo cada nova página e capítulo, depara-se com uma coisa facílima de ler. É claro que pode demorar um pouco para que se leia tudo, porém, quando for terminado, verá que valeu muito a pena. E mais que isso. Ficará super ansioso para ler os próximos volumes.

A divisão da narração, sobre o ponto de vista de determinados personagens, apenas apimenta e acelera a leitura. Porque você está empolgado lendo sobre alguém e de repente muda, o que só te instiga mais. E outra coisa que isso proporciona, é conhecer um pouco mais das “pessoas” envolvidas. Pois, é muito comum que nós logo de cara odiemos ou amemos determinado personagem. Mas com essa narração tudo fica diferente. Nós percebemos a motivação que levou a tal ato; podemos discordar ou concordar; amar ou odiar tal personalidade a cada página. Isso é muito bom. Sem essa distinção de mocinho ou vilão. O mocinho, em menos de cinco capítulos, pode tornar-se o vilão mais odiado.

O quinhão de fantasia também é muito bem distribuído. Ao mesmo tempo que temos aquela coisa fictícia, temos o horror da guerra, o sangue jorrando, as pessoas trepando, tudo a olhos vistos. E um conselho, nada de morrer de amores por determinado personagem, afinal, você não sabe quando ele vai realmente morrer. É uma espécie de realidade no livro. Nada daquela ideia de que o protagonista é imortal, e que ele fizer irá levá-lo à morte. Não. Se ele fizer uma cagada, essa cagada pode custar-lhe a vida.

Porém, um aviso. Esta não é uma obra para qualquer um ler. Não. Você precisar estar preparado. Nada de “mimimi” ou vergonhas. Esqueça os seus conceitos, entregue-se completamente à leitura, tenho certeza de que não se arrependerá. E uma frase que me marcou e que me ajudou a nomear a resenha, mas que ao mesmo tempo define, na minha opinião, toda a obra é:

Quando se joga o jogos dos tronos, ganha-se ou morre. 
Cersei Lannister.

Enfim, aproveite muito a leitura e compre o livro! Vale realmente a pena. E se você não entender nada, experimente ver a série ao mesmo tempo em que lê o livro, ou então veja primeiro a série e depois leia a série. Eu fiz a segunda opção e deu muito certo. Boa leitura!

A Mulher de Preto.

Oi gente, tudo bem?

Eu escrevo a coluna semanal de filmes e série e queria saber qual é o gosto cinematográfico de vocês, o que vocês curtem de série também. Se possível deixem aqui nos comentários o que vocês já curtem e o que querem ver aqui no blog.

Bom, o filme de hoje é: A Mulher de Preto.

Acho que esse filme tinha muita expectativa de ser bom, principalmente pelos fãs de HP, por causa do Daniel Radcliffe e tal. O gênero do filme é “terror psicológico e drama” e o enredo que o filme traz é esse aqui:

Na Era eduardiana, o jovem advogado Arthur Kipps (Daniel Radcliffe) vive com seu filho de quatro anos de idade, Joseph (Misha Handley) e babá de seu filho (Jessica Raine). A esposa de Kipps Stella (Sophie Stuckey) morreu após o parto. Kipps é atribuído a lidar com a propriedade de Alice Drablow, dona de uma mansão inglesa conhecida como Eel Marsh House, onde vivia com seu marido, o filho Nathaniel, e sua irmã Jennet Humfrye (Liz White). Embora os moradores queiram que ele vá embora, Kipps faz amizade com Sam Daily (Ciarán Hinds), um rico fazendeiro e sua esposa Elisabeth (Janet McTeer).

Então, acontece o seguinte: Arthur está para ser demitido por não conseguir trabalhar direito desde a morte de sua esposa então o mandam para este caso, como uma punição e também como última chance de ficar no emprego. Ele tem que vender esta casa que parece estar amaldiçoada desde que Nathaniel, o filho da proprietária da mansão, morre afogado ao brincar. Todos os moradores da cidade acreditam na maldição e na “Mulher de Preto” que quando vista provoca o suicídio de uma criança.

Após ver “A Mulher de Preto” inúmeras vezes, Arthur com medo e zelando pelo seu filho, pede ajuda a Sam (um amigo que fez na cidade, o único) para que possa encontrar o corpo de Nathaniel e enterrar ao lado de sua mãe verdadeira. Ele acha que fazendo isso vai conseguir salvar o seu filho da maldição e bem, precisam assistir pra saber se ele consegue.

O filme é bom, não é o melhor filme de terror que eu já vi e tem muitos aspectos que podem ser melhorados. Mas é um filme com um enredo criativo e também instigante, espero que eles possam concertar os pontos negativos na sequência que eles anunciaram, que vai se chamar The Woman in Black: Angels of Death. 

Muitos dos meus amigos fãs de HP que viram o filme disseram que não gostaram do filme, mas acho que isso tem a ver com a relação que eles criaram com o personagem e o ator. Segue o trailer do filme e aguardo o comentário de vocês.

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