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Éris, a Discórdia.

Éris é a deusa grega da Discórdia. Ela é filha de Nyx, gerada por partenogênese. Tornou-se a mãe de muitos horrores e desgraças que estão presentes no mundo, como a Fadiga, o Esquecimento, a Desilusão, a Fome, as Dores do Corpo e da Alma, as Mentiras, o Ódio, a Desordem, o Erro, as Batalhas, os Combates, as Disputas, os Homicídios, os Massacres, os Litígios, a Falta de Lei e o Espírito dos Juramentos.

Creio que o momento de maior destaque de Éris, em toda a Mitologia, é no que concerne ao estopim da Guerra de Tróia.
Ora, haveria a festa de casamento da deusa Tétis com o tornado imortal Peleu (futuros pais de Aquiles) e homens e deuses haviam sido convidados para as bodas, sendo que esta foi a última vez na qual o divino e o humano partilharam da mesma mesa. Acontece que uma deusa fora esquecida de ser invitada à festa: Éris.

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A deusa era tanto respeitada, quanto temida, e todos meio que “a aturavam”. Afinal, era ela a responsável por aqueles servicinhos que certos deuses preferiam não sujar as mãos. E relembrando aquela velha história da Bela Adormecida, Éris compareceu à festa, “disfarçada” e decidiu punir demasiada alegria. A Senhora foi rapidamente ao Jardim das Hespérides e recolheu um pomo de ouro. Em seguida, com uma agulha, talhou a seguinte inscrição: “À mais bela.”. E deixou-o sobre a mesa do banquete principal. Pomo esse que tornou-se conhecido como o Pomo da Discórdia. Quanta criatividade.

Dado momento da festa, Zeus tomou o pomo e leu a sua inscrição em voz alta. Imediatamente a festa silenciou e todos os olhares foram pousado em três deusas presentes: Atena, Hera e Afrodite. Todos esperavam que o Senhor do Olimpo coroasse uma delas, mas esperto que é, ele disse que aquilo não lhe concernia e ficaria injusto se fosse ele o juiz. E ainda falou que deveria ser alguém de fora da família a tomar a decisão. Então, algum convidado da festa sugeriu que Paris, um pastor de ovelhas, que segundo ele, era muito entendido das mulheres, decidisse quem seria a mais bela.

As três deusas foram ao encontro de Paris. Este ficou todo envaidecido, por ter três deuses à sua frente. Elas até tiraram a roupa para “ajuda” na decisão, o que só o deixou mais enaltecido. Por fim, as deusas tentaram subornar Paris com relação à sua decisão. Hera ofereceu o domínio sobre todos os povos da Ásia; Atena ofereceu torná-lo o mais sábio dos homens e Afrodite prometeu-lhe a mulher mais bela. E como melhor suborno, venceu a terceira.

E com base nessa decisão, deu-se início à Guerra de Tróia. Tudo gerado e semeado por um pouco de Discórdia.

A Titanomaquia

Titanomaquia é o nome que se dá à guerra entre os Deuses e os Titãs. Tal guerra durou dez anos, servindo para determinar a ordem e o controle do universo.  E  eu irei contar pra você como tudo aconteceu.

Há uma espécie de “carma” entre os reis imortais do universo, a começar por Urano. O Céu foi o primeiro rei dos imortais e foi destronado por seu filho, Cronos. Do mesmo modo, foi profetizado que Cronos seria destronado por um dos seus filhos. Para evitar este destino, o Senhor Titã engolia cada novo rebento de sua prole assim que estes nasciam. Primeiro Héstia, seguida de Deméter, Hera, Hades e Poseidon; cada um destes foi engolido por Cronos, contudo, quando chegou a vez de Zeus ser engolido Reia decidiu por pedir ajuda a seus pais, Gaia e Urano, para poder salvar o filho caçula de seu destino. Pedido este que foi atendido. E assim Zeus foi salvo, tendo sido escondido numa gruta, enquanto uma pedra era entregue em seu lugar, para ser engolida por Cronos.

O Crônida foi crescendo, se desenvolvendo e preparando-se para enfrentar o pai. Mas para isso ele iria necessitar de ajuda, e por consequência, precisava libertar seus irmãos que haviam sido engolidos e que continuaram a se desenvolver no estômago do pai, sem nunca serem digeridos. E além de libertar os irmãos Gaia, sua avó, lhe havia dito para libertar seus “tios” que haviam sido aprisionados pelo Senhor Titã, os Hecatônquiros e os Ciclopes.

Zeus seguiu piamente os conselhos da avó e com uma pequena ajuda de Métis, que lhe deu uma “poção para regurgito”, conseguiu libertar seus irmãos. Em seguida, partiu para o Tártaro, onde seus “tios” estavam presos e os libertou; ao mesmo tempo que os recrutava para a batalha que seria iniciada. Como recompensa por tê-los libertado, Zeus foi armado com o trovão e o raio flamante. 

Os deuses lutavam incansavelmente e incessavelmente. O mar rugia, a terra retumbava, os céus gemiam e tudo era confusão de batalha. Zeus era dos mais furiosos e brandia suas armas a todo vapor, atingindo todos os inimigos com seus poderosos raios e trovões, que ribombavam e abalavam todo o planeta. O fulgor queimava tudo à sua frente. Não obstante, os Hecatônquiros eram unidos e ativos na batalha, atirando pedras enormes, a toda hora, com seus cinquenta braços de uma só vez. Por fim, Zeus e os outros deuses triunfaram sobre os titãs, expulsando-os do céu (Monte Ótris, a fortaleza dos Titãs), e aprisionando-os no Tártaro, com a ajuda de Poseidon e colocando os Hecatônquiros como carcereiros. (Uma forma do Senhor dos Deuses conseguir fazer vista grossa e vê-se livre da ameaça hecatônquira). 

Como cartada final, gerado de Gaia e Tártaro, surge Tifão, uma das piores, senão a pior, ameaça aos deuses. Acontece que Tifão pendia dos ombros cem cabeças de víbora terríveis, tinha cinquenta cabeças e fogo nos olhos. E cada cabeça possuía uma voz diferente, sendo uma voz para a compreensão dos deuses, ou o mugido de um touro furioso, um leão rugindo inabalável, enfim… Um completo horror. Vendo a ameaça, Zeus convoca novamente todos os deuses para enlaçar aquela terrível criatura; e os seres divinos poem-se a travar uma horrível batalha. Sendo que por fim, o Senhor dos Raios atira-se do Olimpo, munido de suas armas, com uma gana infindável  e começa a domar cada uma das cabeças, e a subjugar completamente o outro titã, a fim de atirá-lo na maior profundeza do Tártaro, o que conseguiu, com a ajuda de Hefesto, abrindo uma tremenda fissura na terra para poder passar o gigante.

Hermes, o Mensageiro.

Hermes é o deus dos ladrões, dos mensageiros, viajantes e habilidades da linguagem, entre algumas outras coisas. Também é um exímio inventor, tendo sido responsável pela criação do fogo, da internet sdds Percy Jackson, a lira, a syrinx (uma espécie de flauta), o alfabeto, os números, a astronomia… Uma espécie de deus da medicina, auxiliava em partos e outras questões medicinais de pequeno porte; portador de almas ao Mundo Inferior, servidor da taça de Zeus, sendo assim associado aos banquetes. Senhor dos rebanhos da terra e dos jogos de dados. Seu símbolo é o caduceu, entrelaçado por duas serpentes.

Filho de Zeus e Maia, uma das plêiades, mais especificamente, a mais velha e tida como mais bela. Uma deusa da fecundidade e da energia vital, símbolo da primavera. 

As façanhas de Hermes iniciam-se logo que ele nasce, literalmente. O deus e sua mãe temiam a ira de Hera, visto que os dois eram uma nítida prova de mais uma traição de Zeus. Então, Maia decidiu ter e esconder o filho em uma caverna, longe da vista da Senhora do Olimpo. Quando nasceu, o deus mensageiro não demorou muito em sua caverna e saiu, deparando-se com uma tartaruga. Logo que a viu “iniciou” sua vida divina, proclamando que o animal seria sempre sinal de boa sorte e proteção contra o mau-olhado, e quando este encontrasse a morte, aprenderia dos dons de canto. Depois, pegou o bicho e levou à caverna a fim de matá-lo e retirar seu casco, que em parceria com as vísceras de ovelhas comporiam a primeira lira. 

Após isso o deus sentiu fome, dirigiu-se então às montanhas de Piera, onde encontrava-se o gado do Sol, de seu meio-irmão Apolo. Astuto, Hermes roubou cinquenta vacas e conduziu-as por lugares de difícil acesso, tortuosos, usando de diversas artimanhas para conseguir despistar quem quer que o estivesse seguindo, ou o fizesse posteriormente. Andou de marcha ré, deu várias voltas e também confeccionou para si um par de sandálias aladas, tudo para dificultar ainda mais a descoberta da façanha. Porém, um vinhateiro local o viu, mas este foi instruído a não comentar com que ninguém sobre o fato.  Perto de sua caverna, a divindade parou e produziu a primeira fogueira (aí inventando o fogo) e assou duas vacas para comer. Depois de satisfeito, Hermes apagou a fogueira, jogou as sandálias no fundo do rio em que estava às margens e escondeu o resto do rebanho em Pylos, voltando pra caverna como que em fumaça, através de uma brecha, e deitando-se no berço como se nada houvesse acontecido. Todavia, sua mãe havia observado todas as ações e o repreendeu pelo que ele havia feito.

Mais tarde, Apolo indo visitar seu rebanho, deu por falta das cinquenta vacas que haviam sido levadas e pôs-se a percorrer o rastro que havia sido deixado. Quão grande não foi o seu espanto ao deparar-se com tamanha confusão, mas como estava refazendo o caminho do irmão, encontrou o mesmo vinhateiro de antes, sendo que este lhe deu apenas pistas vagas, porém completamente compreensivas diante de Apolo, que partiu imediatamente à caverna do irmão. Chegando lá, encontrou o “bebê” dormindo como se nada houvesse acontecido. Acordou-o e o interrogou acerca do ocorrido. Hermes negou tudo sobre o qual havia sido acusado. (Apolo estava ao mesmo tempo irritado, mas divertido com o que havia acontecido.). E já que houvera uma negativa, sendo que o deus-Sol sabia o que havia sido passado, os dois foram ao Tribunal de Zeus discutir os atos discorridos. Interrogado novamente pelo Senhor dos Céus, Hermes negou tudo o que havia acontecido. Então Zeus, em meio a um sorriso, ordenou que o filho trouxesse o gado restante para o irmão. 

Apolo, diante disto, temeu que o irmão viesse a se tornar uma ameaça, e resolveu prendê-lo com ramos de salgueiro. Outra vez o deus viu-se surpreendido, porque Hermes não só conseguiu libertar-se do que o prendia, como as tiras cresceram tão rapidamente e espessas que cobriram todo o rebanho. Então o deus sacou a lira e começou a tocar louvores aos deuses, pondo Mnemosine, titânide da memória, acima de todos. O deus da música ficou tão encantado com tamanha perícia em música e com o novo instrumento, coisas que nem ele havia sido capaz de criar, que ofereceu uma oferta de paz: A lira, pelo rebanho. Oferta que foi aceita de bom grado. Desse dia em diante, Hermes ficou responsável pelo rebanho divino, assim como por todos os outros da Terra (presente de Zeus). Tendo sido selada a paz entre os irmãos, Apolo agraciou o menor com muitos dons, tendo sido outros acrescentados e confirmados por Zeus.

O papel de Hermes transcende ao de um simples mensageiro. Como já dito antes, era ele quem conduzia as almas mortais ao Hades e era responsável por encaminhar os sonhos que Zeus destinava aos mortais. E não só os sonhos, todas as ordens partidas do Senhor do Olimpo, em geral.
O deus teve também muitos filhos e paixões, tanto por mulheres, deuses e homens. Dentre seus filhos divinos podemos destacar Hermafrodito – de sua união com Afrodite – o deus/deusa, meio homem, meio mulher. E como um dos seus amores masculinos temos Anfião, que foi agraciado com dons musicais.

O Filho de Netuno – Resenha

No outono deste ano, foi lançado nos Estados Unidos “The Son of Neptune” – “O Filho de Netuno”, segundo livro da série The Heroes of Olymous – Os Heróis do Olimpo. Escrito pelo saudoso Rick Riordan, o romance comporta quatrocentas páginas de pura ação, mistério e emoção. O tema, como já era esperado, é a Gigantomaquia; dando continuidade ao primeiro livro “O Herói Perdido”. Desta vez, ao invés de irmos ao Acampamento Meio-Sangue, iremos ao Acampamento Júpiter, lar dos semideuses romanos.

A partir do título do livro podemos presumir que Percy Jackson será o protagonista do livro. O que é óbvio. Mas não apenas Jackson será o protagonista do livro, não, teremos dois semideuses romanos para acompanha-lo na nova aventura: Hazel Levesque e Frank Zhang, que já foram apresentados a vocês. Hazel é uma filha de Plutão e Frank… Bem, vocês irão descobrir quando lerem o livro, mas eu posso garantir que será uma bela surpresa.

Como já dito antes, a história toda acontece a partir do Acampamento Júpiter, local ao qual são enviados os semideuses romanos*. Um lugar absolutamente diferente do seu equivalente grego: /a direção do acampamento fica por parte dos pretores*², as profecias estão escritas nos livros sibilinos e só podem ser lidas; interpretadas pelo áugure*³, não existem chalés, somente coortes³+¹ e muitas coisas mais que não descreverei, senão não terá nenhuma graça quando vocês forem ler. Os deuses, como Jason Grace já falou, são mais disciplinados e severos e atendem pelos nomes romanos: Júpiter (Zeus), Netuno (Poseidon), Juno (Hera), Marte (Ares), Plutão (Hades).

Logo que Percy chega ao Acampamento, ele é incluído em uma missão dada por Marte a Frank, que por sua vez chama Percy e Hazel, daí inicia-se a aventura, Eles terão que ir ao Alasca, a terra além dos deuses (onde o poder dos deuses não alcança), libertar a Morte (o deus Tânatos) e ainda por cima confrontar dois gigantes, Alcioneu e Polybotes – o terror de Poseidon – em uma batalha no Acampmaneto Júpiter, para onde ele marcha com um astronômico exército. Afora que, por conveniência, o trio tem que recuperar a Águia Dourada da Duodécima Legião Fulminata, uma importante relíquia que se faz símbolo do acampamento; além de proteção, assim como o Pinheiro de Thalia.

Gaia mostra-se pior que seu filho, Cronos, e tece uma intrincada trama em torno de todos os sete semideuses da Grande Profecia, interligando praticamente todos. Hazel Levesque e Leo Valdez que o digam. Continuar lendo

Os 12 Trabalhos de Héracles!

Eu imagino que todos vocês já tenham ouvido falar do grande e famoso herói Héracles, ou Hércules, sua versão romana e como é mais conhecido. Seja pelo desenho animado da Disney (que distorce muita coisa), seja pelo filme de nome “Hércules” (que é outra completa avacalhação), ou seja pelas história e ditos populares. Enfim, em algum momento da sua vida você já ouviu ou ouvirá falar de Héracles. E hoje, aqui, no Reino das Fábulas, irei contar-lhes parte da vida deste herói, irei falar-lhes acerca d’Os Doze Trabalhos de Héracles!

A história toda começa quando Zeus, Senhor dos Deuses, engravida sua amante Alcmena, e proclama que o próximo filho que nascesse da Casa de Perseu tornar-se-ia Rei de Micenas. Porém, Hera descobriu o feito e fez com que Euristeu nascesse prematuro, de sete meses, e assim substituísse Héracles no trono.
Anos mais tarde, já adulto, Hércules assassinou Mégara, sua esposa, e seus três filhos, em um acesso de loucura provocado por Hera. Com o feito, o herói procurou se isolar do mundo, mas convencido por seu primo, Teseu, Héracles procurou o Oráculo de Delfos, para que este lhe dissesse como se redimir de seus erros. O oráculo então recomendou que este servisse durante doze anos a Euristeu e, ao final dos trabalhos, Hércules iria se tornar imortal.

Ora, os trabalhos eram os mais difíceis possível e eram ordenados por Euristeu, um servidos de Hera, trabalhos estes que quase sempre enviavam o herói à beira da morte. Inicialmente eram dez trabalhos, mas dois não foram contabilizados e tiveram de suceder-se outros no lugar, porque não foram realizados pelo herói propriamente dizendo. O trabalho da Hidra de Lerna fora feito com a ajuda de Lolau, sobrinhos de Hérculos e seu fiel escudeiro, companheiro de aventuras e o trabalho dos estábulos de Aúgias fora feito por um rio.

1. O Leão de Nemeia:
Havia uma criatura terrível que vinha devorando várias pessoas que tentavam derrotá-lo. Então, Euristeu, numa tentativa de matar Hércules enviou-o a este trabalho. Inicialmente Héracles tentou derrotar a fera com flechas, mas essas eram inúteis, visto que o pelo do animal era intransponível.  Ora, a fera era filha de Equidna e Ortro. Mas o herói não se deu por vencido e aplicou um golpe tão forte com sua clava sobre o animal que este ficou desacordado. Hércules então estrangulou o bicho e com suas mãos arrancou o pêlo do animal, que transformou-se no poderoso colete à prova de quase tudo. 

2. A Hidra de Lerna:

A Hidra de Lerna era um animal cujo corpo era de dragão e ainda haviam sete cabeças de serpente. Ela habitava o Lago de Lerna, em Peleponeso, e foi criada por Hera para matar Héracles. A Hidra era venenosíssima: seu fedor era tão putrefeito que matava apenas com a sua exalação, suas cabeças possuíam o poder de regenerar-se e seu sangue era extremamente venenoso. Vendo que a sua criação ia morrer Hera enviou um enorme caranguejo para que este destronasse Héracles, mas este pisou o caranguejo e o esmagou. Após derrotar a Hidra, com a ajuda de Lolau, que queimava os talos das cabeças, Hércules, instruído por Atena, banhou suas flechas no sangue do monstro, para que ficassem envenenadas.

3. A Corça de Cerínia:

A Corça era um animal maravilhoso com chifres de ouro e pés de bronze, consagrado à Ártemis. A Corça, na verdade, era a ninfa Taígete. Acontece que a Corça era velocíssima e nunca se cansava. Para isso, Hércules precisou de um ano para capturá-la. (Quando o animal já estava cansado, o herói prendeu-a numa rede e acidentalmente machcou-a). Ora, a Corça era consagrada à Ártemis e esta ficou muito enfurecida por a Corça ter-se ferido, mas quando ficou sabendo dos trabalhos amainou-se mais e permitiu que seu animal fosse levado, contanto que fosse devolvido logo mais.

4. O Javali de Erimanto:

Capturou vivo o Javali de Erimanto, uma terrível criatura que devastava lugares havia anos. E levou-o nos ombros para Euristeu. Este ficou com tanto medo que se escondeu num caldeirão de bronze. As presas do animal foram consagrada a Apolo.

5. Limpou em um dia os currais do rei Aúgias, que continham três mil bois e que há trinta anos não eram limpos. Estavam tão fedorentos que exalavam um gás mortal. Para isso, Hércules desviou dois rios.

6. Matou no lago Estínfalo, com suas flechas envenenadas, monstros cujas asas, cabeça e bico eram de ferro, e que, pelo seu gigantesco tamanho, interceptavam no vôo os raios do Sol. Com seu arco, conseguiu matar alguns e os outros, expulsou a outros países.

7. A sétima tarefa de Hércules era levar o Touro de Creta vivo até Euristeu, que por sua vez entregaria-o a Hera. O touro era enraivecido e aterrorizava o povo da ilha grega de Creta, pois Poseidon, o deus dos mares, o havia oferecido a Minos, rei local, cini sacrifício, e o rei não teve coragem de sacrificar um animal tão bonito e tão forte. Hércules não só capturou-o como, montado no animal, levou-o até Euristeu.

8. Castigou Diómedes (rei da Trácia), filho de Ares, possuidor de cavalos que vomitavam fumo e fogo, e a que ele dava a comer os estrangeiros que as tempestades arrolavam à sua costa. O herói entregou-o à voracidade de seus próprios animais.

9. Venceu as amazonas, tirou-lhes a rainha Hipólita, apossando-se do cinturão mágico que ela vestia.

10. Matou o gigante Gerion, monstro de três corpos, seis braços e seis asas, e tomou-lhe os bois que se achavam guardados por um cão de duas cabeças, e um dragão de sete.

11. O décimo primeiro trabalho consistiu em trazer do mundo dos mortos o seu guardião, o cão Cérbero. Hades autorizou-o a levar Cérbero para o cimo da Terra sob a condição de conseguir dominá-lo sem usar as suas armas. Hércules lutou com ele só com a força dos seus braços, quase o sufocou, dominando-o. Depois levou-o a Euristeu, que, com medo, ordenou-lhe que o devolvesse.

12. Colheu os pomos de ouro do Jardim das Hespérides, após matar o dragão de cem cabeças que os guardava. O dragão foi morto porAtlas, a seu pedido, e durante o trabalho, ele sustentou o céu nos ombros no lugar do gigante.

#Curiosidade: O Leão de Nemeia e o Caranguejo deram origem respectivamente aos signos de Leão e Câncer. 

Bibliografia: Wikipédia/BR. (Do 5º ao 12º).

Resenha: O Herói Perdido

“O Herói Perdido” é um romance de ficção baseado na Mitologia Greco-Romana, escrito por Rick Riordan. É o primeiro livro da série “Os Heróis do Olimpo”, que é predecessora da série “Percy Jackson e os Olimpianos”, sendo assim, uma série complementar. Nos Estados Unidos foi lançado no dia 12 de Outubro de 2010. O livro ainda não foi lançado no Brasil, mas se você desejar baixá-lo TRADUZIDO pela Máfia dos Livros, clique aqui ou aqui.

O livro narra as aventuras de três jovens semideuses, Jason Grace, Leo Valdez e Piper McLean, e de como eles são escolhidos previamente pela deusa Hera para salvá-la. Mistura um pouco o início da Gigantomaquia (o que já era de se esperar, já que a primeira série tratou da Titanomaquia, a segunda só poderia ser a Gigantomaquia), com a Eneida e as mitologias grega e romana.

A obra não é dividida em capítulo de uma forma geral, afinal o modo de narração foi mudado. Como assim? Simples, Riordan resolveu fazer a narração à partir da visão dos três personagens principais. Sendo assim, ora um descreve, ora outro descreve. Pareceu confuso? Mas não fica. Isso só faz com que o leitor fique mais instigado a ler, já que, a mudança de narração quase sempre ocorre em uma parte muito importante para um protagonista. E se ainda parece confuso, fiquem tranquilos, a conciliação é perfeita. Os três falam da mesma coisa, só que à sua maneira.

O início da narrativa mostra os três personagens principais em um ônibus escolar, mais precisamente em uma excursão, ao Grand Canyon. Jason está desmemoriado, Piper apresenta-se como namorada de Jason e Leo diz ser seu melhor amigo. Há também o treinador Hedge, que na verdade é um sátiro protetor. Logo que chegassem ao Grand Canyon, eles deveriam formar pares para responder a um questionário.

Assim que chegaram um garoto chamado Dylan, um daqueles típicos “badboys”, “roubou” Piper dos amigos, alegando fazer parceria com ela. Tudo corria bem, até que de repente uma nuvem de tempestade cercou o lugar onde a turma da escola estava, e somente no lugar onde eles estavam, e Dylan se revelou um anemoi thuellai, espírito do vento. Houve uma batalha no Grand Canyon, mas anemoi apareceram e Gleeson Hedge foi sequestrado. Porém, para salvar os garotos veio Annabeth e Butch, um filho de Íris, em uma biga voadora.

Logo ao chegarem no Acampamento, Leo é reclamado como filho de Hefesto e Piper como filha de Afrodite. Quíron fica estupefato ao ver Jason dizendo: “Você devia estar morto”. Os três explicam a Quíron a situação em que se encontravam e quase que imediatamente os três recebem uma missão profetizada por Rachel Dare, o Oráculo:

“Criança do Raio, cuidado com a terra,

A vingança dos gigantes os sete irão nascer,

A forja e a pomba quebrarão a cadeia,

E a morte libertada através da ira de Hera.”

Os três partem à missão ; um fato curioso é que Jason chamam os deuses por seu aspecto romano: Juno (Hera), Júpiter (Zeus)… A missão em si, era para salvar a deusa Hera, que havia sido sequestrada por uma misteriosa força e estava encarcerada. Os semideuses, mais que nunca, estavam sozinhos, afinal Zeus tinha fechado as portas do Olimpo, com o pretexto de que era pelo tamanho diálogo com os filhos que forças primitivas e malignas estavam se agitando tanto.

Cada herói da missão tinha o seu motivo especial de estar na missão, além de o serem escolhidos pela própria Hera. Mas o mais especial é o de Piper, que teve o pai sequestrado e estava tendo que negociar com o Gigante Encélado, que queria que a heroína matasse os amigos para reaver o pai. Cada herói demonstra o seu valor e habilidades especiais: Leo, uma habilidade raríssima para um filho de Hefesto, a de convocar/controlar/ser imune ao fogo e Piper de ser uma encantadora fabulosa, ou seja, ter poder na voz de fazer com que a pessoa faça a sua vontade, sendo tão poderosa nisso que trouxe Jason da morte.

Durante a jornada eles passam pelo palácio do Vento Norte, Bóreas, pelo Shopping Center Subterrâneo da Medeia, por uma fábrica de montagem de carros que pertencia a uma família de ciclopes, pela Mansão de Midas (o rei do toque dourado), pelo palácio de Éolo – O Rei dos Ventos, lutam com um gigante imortal, Encélado… Eles também tem um encontro com Licaão – o Rei dos Lobos e o primeiro lobisomem. Uma personagem que também aparece na história é Thalia Grace, irmã mais velha de Jason, e as Caçadoras de Ártemis.

Como está óbvio, os heróis resgatam Hera de sua prisão, mas não sem antes de lutar com Porfírio, o Rei Gigante, que estava tentando renascer sugando o poder de Hera. O que ele realmente consegue, mas a deusa consegue reaver seu poder. Porém… há um patrono que está fazendo com que vilões que há muito estavam mortos, como Midas e Medeia, renasça do Mundo Inferior. Uma dica: A Terra sempre esteve presente nas maiores tramas para destronar os deuses.

Na minha opinião, o livro deixou algumas coisas a desejar. Alguns furos na histórias, partes que ficaram confusas, mas que presumo eu, seja explicada nos próximos volumes. Mas, no geral, a leitura é fabulosa e instigante e bastante misteriosa. A forma como a Gigantomaquia foi abordada, como um novo enredo foi criado, tudo isso foi feito de forma maravilhosa. Vemos aí, que Riordan tem uma criatividade impressionante, além de um maravilhoso senso de organização. Afinal, não é qualquer um que consegue conciliar maravilhosamente Grécia e Roma.

O modo como Riordan escreve e a forma com que ele deixa que o leitor realmente treinado em Mitologia Grega possa desvendar o que se passa é fascinante! Mas nem tudo são flores. E há, como eu já disse, furos na histórias. Coisas que estão lá sem sentido, que surgiram sem explicação e que são vitais para a história. Espero, de coração, que isso seja explicado ao longo dos outros livros.Eu, particularmente, não sou fã da Mitologia Romana, e Riordan mistura esses dois universos. Admito que de início fiquei com um pé, ou melhor, dois pés atrás, quanto a ler a obra. Seria muita loucura misturar as duas romanas, mas… PONTO PARA RICK RIORDAN!, ele conseguiu ministrar graciosamente a mistura entre os dois universos.

Eu até simpatizei mais com a Mitologia Romana, devido à forma com que ela foi apresentada no livro. Mas eu acho que ele poderia ter dado mais informações, porém talvez seja isso que vá manter o leitor preso na série. Se você deseja provar seus conhecimento quanto a Mitologia, essa é a sua chance! Você poderá desvendar todos os mistérios muito antes do final, como eu.

Como já dito, esse texto é realmente útil para aqueles que desejam provar os seus conhecimentos na Mitologia. Porém, não só nisso é interessante. Se você deseja aprender mais sobre a mitologia, eis a sua chance! O livro não deverá ser muito caro, já que só tem 576 páginas, deverá ficar mais ou menos em torno dos quarenta reais, portanto é bem acessível. E quanto a faixa etária… Bem! Isso não existe, basta você saber ler, ser inteligente e… DEVOREM O LIVRO!

Sobre o autor: Richard Russell “Rick” Riordan, Jr., mais conhecido como Rick Riordan (San Antonio, Texas, 5 de junho de 1964), atualmente mora com a mulher e dois filhos em San Antonio, Texas. Durante quinze anos ensinou inglês e história em escolas públicas e particulares de São Francisco. Além da série Percy Jackson e os Olimpianos, publicou a premiada série de mistério para adultos Tres Navarre.

Richard Black ~ Autor-Chefe | Reino das Fábulas.

Cronos, o Senhor Titã!

Cronos é o Senhor dos Titãs. É filho de Gaia – A Terra e Urano – O Céu. E tem doze irmãos, Oceano, Céos, Hiperião, Crio, Jápeto, Tétis, Reia, Têmis, Mnemosine, Febe, Dione e Teia ; sendo o Cronos o caçula dentre os irmãos.

Cronos se tornou o Senhor do Mundo, à pedido de sua mãe. Vejam bem: Urano todas as noite vinha cobrir a Terra, e quando estava ficava grávida, ele encerrava os filhos de volta no seio da terra. Gaia já não suportava as dores, então, propôs a todos os filhos que destronassem o pai, porém somente um aceitou, Cronos. Como auxílio, Gaia presenteou o filho com uma foice, que havia sido fabricada por Nix. Então, Cronos partiu, castrou o pai e tomou o controle do mundo.

A partir desses fatos, o mundo foi governado pelos Titãs. Eles representavam as forças primordias e brutais da natureza. Foi no reinado de Cronos que a humanidade nasceu, e segundo dizem, a mesma viveu a sua “Idade do Ouro”, o que não é bem uma verdade.

O Senhor da Foice casou-se com sua irmã, e teve seis filhos, os Crônidas. Os Crônidas são (por ordem de nascimento) Héstia, Deméter, Hera, Hades, Poseidon e Zeus.

Como tinha medo de ser destronado pelos filhos, Cronos engoliu um por um, exceto Zeus que foi salvo por Reia. Após crescido, foi a vez de Zeus destronar o pai, iniciando a Titanomaquia.

Atribui-se a Cronos o poder do tempo. Mas o tempo, em sua velocidade. Não o tempo passado, presente e futuro. Quem o associa a isso está errado, pois esta é a função de Chronos, a personificação do tempo, daí a confusão.

Há várias versões quanto ao que ocorreu ao Rei Titã após ser deposto do trono. Alguns dizem que ele foi exilado como rei de um povo, onde tudo era perfeito e havia colheita três vezes ao ano, onde teria sido prolongada a idade do ouro. Outros dizem que ele foi cortado em mínimos pedaços e atirado ao Tártaro. Outros afirmam que ele foi levado e drogado à misteriosa Ilha de Tule.

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