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Apenas um oi e algo mais

Olá, prazer em falar com vocês que estão me lendo agora, meu nome é Luís Eduardo e sou o novo colunista do Reino das Fábulas. Venho aqui assumir um pequeno cargo que será dividido, um cargo agradável e, ao mesmo tempo, ingrato – o de um “crítico social” (parece mais importante quando você fala, mas não creio que ajude tanto na sociedade que critica). Agradável, sim, afinal, quem não gosta de escrever o que lhe vem a cabeça? Apenas escrever, sem estar preocupado com normas mais rígidas de formatação de texto, como numa redação. Mas, ao mesmo tempo, caro leitor, ingrato, afinal, a minha função é criticar, apontar falhas, reclamar daquilo que desagrada; e, por mais que seja bom deixar registrados minhas reclamações, a menos que eu exerça a função dum cavalo com cabresto, nunca irei agradar a todos (e, mesmo se eu exercesse a função dum cavalo com cabresto, eu não iria agradar a todos).

Apresentações feitas, então vamos ao “algo mais” do título. Entro com uma certa obrigação de apontar alguma falha de nossa sociedade nesse parágrafo – o que, tecnicamente, não é difícil, se a vida em países do dito “primeiro mundo” tem vários pontos que poderiam ser apontados como falhas homéricas, imagine nós, pobres sub-primos nesse modelo socioeconômico sem uma razão palpável de existir além dele mesmo? Nos Estados Unidos se fala da poluição em grandes centros urbanos, aqui, em terras de Cabral (e Cachoeira), temos que contornar buracos literais antes de chegar no ponto da liberação exagerada de CO2. É como no filme de Jorge Furtado, “Saneamento Básico”, onde o município reserva verba para o desenvolvimento de cinema de ficção, mas não tem verba para fazer o saneamento básico do título.

A vocês que leram, não considerem isso um artigo sério da minha coluna semanal que começa por aqui. É, não só uma comum conclusão de que temos mais problemas do que gostaríamos de admitir (agora imaginem quem vive em zonas de guerra), como também um constatação de que terei muito sobre o que falar por aqui. Próxima semana eu voltarei, trazendo um novo artigo e sem as firulas de uma apresentação, falando sobre o caos urbano que eclodiu em São Paulo e a insegurança pública.

Ganhe ou Morra!

Quando um livro tende a ser um sucesso, não importa quanto tempo passe desde o seu lançamento até que ele seja reconhecido. Se o destino assim quiser, será. E foi exatamente assim que aconteceu com “A Guerra dos Tronos”, o livro do qual falarei hoje. Lançado em 1996, apenas recentemente o romance conquistou o devido “respeito” e aceitação por parte de um grande público.

Em minhas várias andanças às livrarias da vida, sempre via o livro. Mas confesso que tinha um certo receio de comprá-lo e/ou lê-lo. Porque, convenhamos, o livro é enorme. Porém, um dia, eu estava sem fazer nada, zapeando os canais, quando paro na HBO e está passando um seriado chamado “Game of Thrones”, o primeiro episódio por sinal. Como estava “de prega”, fui assistir. E me apaixonei pelo seriado. Acompanhei a temporada inteira e fiquei apaixonado por aquele universo. Quão grande não foi a minha surpresa ao descobrir que se tratava da adaptação daquele livro que eu havia desprezado (não julgue um livro pelo tamanho. haha’).

Não que eu tenha medo de livros grandes, muito pelo contrário, e me arrependi profundamente de não ter lido a obra antes. É muito perfeito. E a série é realmente muito fiel ao livro, além de ter me ajudado bastante a entender e memorizar personagens. Visto que são inúmeras pessoas, casas, nobres e você se perde no meio de tanta gente.

O livro é o primeiro de uma série de sete livros, escritos por George. R. R. Martin. Inicialmente a proposta da saga era de ser uma trilogia, mas com o tempo foi aumentando, e atualmente esperamos por sete romances. O primeiro romance do autor foi “A Morte da Luz” (1977), que foi recentemente trazido pela Leya, editora que também publica As Crônicas de Gelo e Fogo (nome da série de livros). George tem 64 anos e é roteirista e escritor de ficção científica, terror e fantasia. Ele começou a escrever seus contos em 1970. Podemos observar seus dotes no que diz respeito à terror em “Ruas Estranhas“, uma coletânea, que conta com diversos autores escrevendo sobre terror urbano. Frequentemente Martin é comparado a Tolkien, e eu, sem sobra de dúvidas, acho que ele seja realmente melhor. Ao contrário de Tolkien, George não tem certos pudores no que diz respeito às descrições e ações. Ele os demonstra vividamente, e torna os seus personagens os mais reais possíveis, apesar de ser uma ficção. E ele mesmo admite e brada isso aos quatro ventos.

O romance é narrado sob diversos pontos de vista. A história principal foca-se na vinda de Lorde Eddard Stark a Porto Real, a pedido do próprio rei de Westeros, Robert Baratheon, para tornar-se a Mão do Rei, um conselheiro pessoal e executor das tarefas do reino. Digamos que um faz tudo, e também principal conselheiro militar. Lorde Eddard, à princípio, fica meio receoso de ir à cidade real e deixar sua família. Mas uma carta da irmã de sua mulher muda tudo: A antiga Mão era esposo dela, e na carta ela dizia que ele havia sido assassinado. Acontece que a antiga Mão, Jon Arryn, fora tutor de Eddard e de Robert. Ned então sente-se no dever de investigar a morte do antigo mestre e quiçá vingá-lo. Movido por isso, ele muda-se para Porto Real. Afim de proteger seu amigo e saber mais da morte de seu mestre.

Todavia, ele não vai sozinho. Leva consigo suas duas filhas, Arya e Sansa. Sendo que a segunda acaba sendo prometida ao príncipe Joffrey. Chegando na corte, Lorde Stark vê-se envolvido num perigoso jogo, cercado de tramas e mentiras, o Jogo dos Tronos. Afinal, o que não se faz pelo poder?! A única coisa que resta a Eddard é procurar a verdade, e ele o faz com muita, muita honra. Paralelo a isso, temos outras variadas histórias.

Acompanhamos Daenerys Targaryen, uma jovem de 14 anos e seu irmão Viserys, de 21. Os últimos remanescentes da Dinastia Targaryen. Ao mesmo tempo que somos expectadores da Muralha e do caminho de Jon Snow. 

SINOPSE:
A Guerra dos Tronos
Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, aceita a prestigiada posição de Mão do Rei oferecida pelo velho amigo, o rei Robert Baratheon, não desconfia que sua vida está prestes a ruir em sucessivas tragédias. Sabe-se que Lorde Stark aceitou a proposta porque desconfia que o dono anterior do título fora envenenado pela manipuladora rainha – uma cruel mulher do clã Lannister – e sua intenção é proteger o rei. Mas ter como inimigo os Lannister pode ser fatal: a ambição dessa família pelo poder parece não ter limites e o rei corre grande perigo. Agora, sozinho na corte, Eddard percebe que não só o rei está em apuros, mas também ele e toda sua família.

Este, sem sombra de dúvidas, é um dos melhores livros que eu já li na vida. A história, a princípio confusa, mostra-se muito bem construída no decorrer das páginas. No início da resenha, disse que estava meio temeroso com relação ao número de páginas. Mas quando você vai saboreando e descobrindo cada nova página e capítulo, depara-se com uma coisa facílima de ler. É claro que pode demorar um pouco para que se leia tudo, porém, quando for terminado, verá que valeu muito a pena. E mais que isso. Ficará super ansioso para ler os próximos volumes.

A divisão da narração, sobre o ponto de vista de determinados personagens, apenas apimenta e acelera a leitura. Porque você está empolgado lendo sobre alguém e de repente muda, o que só te instiga mais. E outra coisa que isso proporciona, é conhecer um pouco mais das “pessoas” envolvidas. Pois, é muito comum que nós logo de cara odiemos ou amemos determinado personagem. Mas com essa narração tudo fica diferente. Nós percebemos a motivação que levou a tal ato; podemos discordar ou concordar; amar ou odiar tal personalidade a cada página. Isso é muito bom. Sem essa distinção de mocinho ou vilão. O mocinho, em menos de cinco capítulos, pode tornar-se o vilão mais odiado.

O quinhão de fantasia também é muito bem distribuído. Ao mesmo tempo que temos aquela coisa fictícia, temos o horror da guerra, o sangue jorrando, as pessoas trepando, tudo a olhos vistos. E um conselho, nada de morrer de amores por determinado personagem, afinal, você não sabe quando ele vai realmente morrer. É uma espécie de realidade no livro. Nada daquela ideia de que o protagonista é imortal, e que ele fizer irá levá-lo à morte. Não. Se ele fizer uma cagada, essa cagada pode custar-lhe a vida.

Porém, um aviso. Esta não é uma obra para qualquer um ler. Não. Você precisar estar preparado. Nada de “mimimi” ou vergonhas. Esqueça os seus conceitos, entregue-se completamente à leitura, tenho certeza de que não se arrependerá. E uma frase que me marcou e que me ajudou a nomear a resenha, mas que ao mesmo tempo define, na minha opinião, toda a obra é:

Quando se joga o jogos dos tronos, ganha-se ou morre. 
Cersei Lannister.

Enfim, aproveite muito a leitura e compre o livro! Vale realmente a pena. E se você não entender nada, experimente ver a série ao mesmo tempo em que lê o livro, ou então veja primeiro a série e depois leia a série. Eu fiz a segunda opção e deu muito certo. Boa leitura!

Modinhas – What This Fuck Man!?

Há muito eu estava querendo fazer um texto sobre as “Modinhas”, mas não conseguia canalizar todos os meus pensamentos em palavras, que dirá um texto. Até que achei um vídeo do Felipe Neto que falava sobre as Modinhas. E não é que ele conseguiu transformar em palavras, e melhor, explicou melhor do que eu poderia ter feito. Então resolvi vir postar aqui o vídeo. Vejam, assistam e comentem!

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