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À insegurança da segurança pública

E voltemos à nova coluna semanal. Depois de uma semana e muito assunto matutando na minha cabeça (acredite, são muitos, mesmo – vão da não legalização do aborto até como os militares mataram o cinema brasileiro), eis que vim discursar sobre aquele ao qual prometi falar na semana passada: a insegurança pública atual. Para tal, poderia começar com uma pequena pergunta: quem aqui se sente seguro em andar pelas ruas?

Eu, como sobrevivente de sete tentativas de assalto (nunca conseguiram levar nada), estou habilitado a dizer que não. É o medo constante de ser assaltado ou, mesmo, assassinado. Mas esquecerei o “eu” nessa coluna, é uma coluna de crítica a sociedade (ou, ao menos, assim se diz), não é algo de cunho pessoal; a questão vai além do fato de tentarem me assaltar ou se tenho medo que alguém me mate, a insegurança social vai muito além de um único indivíduo. Na verdade, a questão da insegurança vai além da própria segurança, a sociedade de hoje colhe frutos plantados há muito tempo em várias áreas da atuação do estado; a maioria erros cometidos pelo governo ditatorial das décadas de 1960 e 1970 –  esses, principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo, sedes de organizações que facilmente podem emular as máfias ítalo-americanas. Tudo numa época onde a união da queda da qualidade do ensino público e a falta de distinção de presos políticos e pequenos criminosos levaram aos traficantes terem conhecimento de práticas de guerra e contatos com grandes cartéis de cocaína e armas.

Mas não foi apenas a ditadura; a falta de segurança pública e domínio das grandes organizações criminosas também nascem de políticas completamente erradas por parte do estado. O Brasil é um país onde ser traficante é mais lucrativo do que ter um trabalho legal; impostos, burocracia, educação deficiente, tudo empurra a caminho da melhor saída. É um problema cuja solução vai além de apenas matar os criminosos ou prendê-los; de nada adianta fazê-lo se sempre nasce mais. É algo que seria solucionado em um tempo próximo a duas décadas – muito mais tempo do que o mandado de políticos, isso foge das exigências imediatistas que a população brasileira foi acostumada com a adoção das cotas em universidades públicas e bolsa família.

Talvez a minha constatação final enquanto pensava sobre o assunto foi pessimista de mais (ou realista). É uma constatação onde o herói dos nossos tempos, o grandioso Capitão Nascimento nada mais é que uma sátira dessa solução imediatista e falha (assim como o Robocop – que terá um remake também dirigido pelo Padilha). Gostaria de levantar uma bandeira dando-nos a solução para parar de temer sair de casa a noite, mas não tenho nada que seja funcional e creio que ninguém o tenha. Vivemos num eterno ciclo onde, a cada volta, a situação apenas piora, não creiamos que, no ritmo que está, os nossos filhos viverão num país mais seguro.

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Brasil de luto

– Hoje temos que lamentar o fato que aconteceu em Realengo com crianças indefesas. Não era característico no país ocorrer esse tipo de crime. Vamos nos unir aqui em repúdio a esse ato de violência, sobretudo, contra crianças indefesas. Crianças que perderam a vida e o futuro – disse Dilma Rousseff,  presidente da República, completando com a voz embargada: – Vamos fazer um minuto de silêncio em homenagem a esses brasileirinhos que foram tirados tão cedo da vida.

É difícil escrever sobre algo tão brutal que ocorreu no Rio de Janeiro ontem, dia 07 de Abril de 2011, mas preferi começar com o que a nossa presidente disse, e que acho resumi tudo o que estamos passando. Todos que lêem o Reino das Fábulas, sabem que somente escrevo artigos sobre filmes, mas irei abrir uma exceção hoje.

O dia 07 de Abril de 2011 era para ser mais um dia normal no Rio de Janeiro, mas um fato ocorrido durante a manhã, mudou totalmente o rumo desse dia que irá ficar na história de nosso país. Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, adentrou uma escola alegando dar uma palestra e após dentro da escola, começou a atirar nas crianças e adolescentes. No final de tudo, ao menos 12 jovens perderam a vida. Jovens como nós, que teriam toda a vida ainda pela frente, mas que foram perdidas por um ex-aluno da escola que vai até a mesma e decide matar todos que vê pela frente. Porque? O que levou Wellington a matar essas crianças e adolescentes? Por mais que seja investigado nunca se saberá o verdadeiro motivo.

Paramos agora e refletimos, o que leva um ser humano a fazer tal ato? De tirar a vida de crianças indefesas. Poderíamos ser nós, eu, você. Uma pessoa que faz isso não pode ser normal. Ele deve ter algum distúrbio. E após matar 12 alunos, se mata. Medo de assumir as conseqüências? Acho que sim. E ele só matou 12 porque um policial que estava pelo bairro chegou a escola e impediu que o mesmo subisse para o terceiro andar, aonde encontraria mais 6 salas de aulas.

Wellington Menezes de Oliveira planejou tudo. É fato. E ainda por cima, deixa uma carta, pedindo que um “fiel seguidor de Deus” visite sua sepultura pelo menos uma vez para que peça perdão pelo que ele fez e solicita que sua casa seja doada a alguma sociedade que cuide de animais abandonados. O bom moço agora? Alguém que pede perdão a Deus sendo que desrepeitou a lei de Deus de não matar o próximo. Eu, sinceramente, não consigo entender.

Em nome do Reino das Fábulas, deixo a homenagem a esses brasileiros indefesos que perderam a chance de viver. E nosso apoio e força às famílias das vítimas que estão passando por um momento difícil do qual não existe palavra para descrever. E que rezemos, oremos, independente de sua religião, para que Deus, guarde em paz essas crianças que até ontem, alegravam a vida de seus familiares.

Harry Potter na Sapucaí!

Como vocês já devem saber, ontem houve a exibição do Desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial – Rio de Janeiro. E a Globo fez a transmissão de tal evento. Mas uma escola de samba se destaca mais entre nós, Potterianos, é a Unidos da Tijuca que com o seu samba enredo: “Esta noite levarei sua alma”. Que trazia como primeiro carro alegórico a Barca de Caronte. Porém, havia ainda um carro mais especial, o carro no qual era representado Dumbledore e algumas cenas da saga Harry Potter. Confira aqui, o que foi exibido na Globo:


Nesse segundo vídeo há uma fã estérica, preparem os ouvidos.

Ambos os vídeos foram gravados por fãs. Por isso, não reparem na qualidade do vídeo nem em ruídos exteriores. Devemos agradecê-los, por eles terem se dado ao trabalho de terem gravado algo.

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